O médico-veterinário Paulo Emílio Torres foi reeleito para presidir a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) durante a 7ª Conferência Nacional Sobre Defesa Agropecuária (CNDA), realizada na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.  Outros dois baianos, também fiscais estaduais da  Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), compuseram a chapa: a engenheira agrônoma Sueli Brito e o engenheiro agrônomo Raimundo Sampaio.

Presente na política profissional, ele já foi quatro vezes conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), nas gestões 2019 -2022, 2016-2019, 2008-2009 e 2003-2006.

“Fico muito feliz com a reeleição da presidência da SBDA do amigo-irmão, o médico veterinário Paulo Emílio, por ser grande estudioso, gestor inquieto e grande realizador, a Sociedade continua em boas mãos e conta com total apoio do nosso Conselho”, pontuou o presidente do CRMV/BA, Altair Santana de Oliveira.

Ao avaliar o primeiro mandado, Torres disse que “nesta primeira gestão cumprimos a missão estabelecida pela SBDA que é levar e elevar as discussões de maneira multidisciplinar e interinstitucional sobre esta importante ferramenta que é defesa agropecuária.  Esta sétima conferência encerra o ciclo, que contou neste período com outras três conferências realizadas no Pará, Santa Catarina e Bahia, além de workshops e encontros técnicos científicos, sempre com o intuito de  levar para a sociedade o compartilhamento do conhecimento científico sobre a defesa agropecuária”.

Barreiras sanitárias

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, ele coloca em alto patamar a atuação da defesa agropecuária: “A defesa agropecuária é muito importante para a soberania do nosso país,  haja vista que o Brasil figura como um dos principais países produtores de alimentos, portanto norteador da segurança alimentar. Então, como já é de conhecimento, o Brasil hoje, além de alimentarmos os nossos 220 milhões [de brasileiros], alimentamos cinco vezes mais [pessoas], ao exportar alimentos para o mundo”, avalia.

No começo de 2022, o Brasil chegou a exportar, por exemplo 7,1 mil toneladas de carne bovina por dia, sendo um dos grandes atores no mercado mundial de commodoties e o médico-veterinário baiano afirma que “nada disso seria possível ou conseguido se não fosse o trabalho realizado pela defesa agropecuária brasileira, haja vista que as barreiras sanitárias tem, cada vez mais, sido exigidas pelo mercado mundial.

Para o próximo quadriênio a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária já tem projetos como a  oitava conferência que será realizada em 2024, em Goiânia e o Encontro de Fiscalização e Seminário sobre Agrotóxicos (ENFISA), que será realizado provavelmente em Belo Horizonte em 2023.

Paulo Emílio L. M. de Vinháes Torres, é baiano de Salvador, médico-veterinário pela Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal da Bahia, foi conselheiro do CRMV/BA em quatro gestões, foi diretor da Adab (2011 a 2015),  dirigiu a   Superintendência Federal da Agricultura da Bahia (SFA-BA) nos anos 2019-2021 e é  presidente da Academia Baiana de Medicina Veterinária (ABAMEV) triênio 2021- 2023.

Ascom CRMV/BA, 13 de junho de 2022

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