Causada por um fungo, a esporotricose é uma doença  transmitida quando  existe a inserção desse organismo  na pele através de arranhadura ou ferimentos em lascas de madeiras contaminadas.   Hoje os gatos são as principais vítimas e  quando doentes podem passar a doença aos seres humanos. Importante notar que a doença é tratável e que o animal jamais pode ser abandonado, pois solto se tornaria um transmissor sem controle.

No ano passado, foram registados 90 casos humanos de esporotricose na capital baiana, sendo  Itapuã (33 registros), São Caetano/Valéria (15 registros), Liberdade (13 registros) os distritos sanitários com mais notificações.  Já em animais foram de 1.246 casos suspeitos, sendo 1.016 (81,5%) confirmados. Esses dados constam em um documento publicado pela prefeitura, que pode ser lido clicando aqui.

Para mapear a situação,  desde 2018, a prefeitura de Salvador  tornou obrigatória a notificação de quaisquer casos   ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para registro e  acompanhamento do animal doente.  Seres humanos acometidos também deve notificar às  Unidades de Saúde, que por sua vez irão registrar na Ficha Individual de Notificação (FIN) e encaminhar ao  Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Evento

O tema tem provocado preocupação do membro da Comissão Estadual de Saúde Pública (CESP), Aroldo Carneiro e dos membros da  Comissão Estadual de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal  (COMEEBB),  Ilka Gonçalves, Nádia Rossi de Almeida  e  Manuela da Silva Solcá,  e da Assessora Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia, Isa Meireles, que decidiram montar um evento gratuito destinado aos profissionais interessados.

Ainda sem data, dependendo de número para formação de turma, os organizadores abriram uma lista de  pré-reserva.  O objetivo é reunir pessoas que já trabalham ou desejam trabalhar com saúde pública ou clínica veterinária, para trocar experiências e atualizações. Clique aqui para manifestar seu interesse em participar.

 

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