Saúde em alerta: casos de raiva confirmados em Salvador

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS

⚠ ATUALIZAÇÃO – 06/12/2025, 10h15 ⚠

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia – CRMV/BA, acompanhando as notícias mais recentes sobre a divulgação de novo laudo do Lacen, que atualiza informações oficiais anteriores da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador – (SMS), informa:

Na noite de 05/12/2025, foi divulgada a informação que retifica o laudo anterior, positivo para o vírus da raiva em canino no município de Salvador. A correção foi divulgada após a realização de novo exame de RT/PCR (Biologia Molecular) pelo Laboratório Central de Saúde Pública – LACEN. Para a tranquilidade da saúde pública, o cão não era portador do vírus rábico.

Com essa nova informação, o município de Salvador permanece há 20 anos sem registro de casos de raiva em canino. Porém, até o momento, as fontes oficiais mantém a informação sobre a positivação da raiva nos cavalos, o que demanda alerta contínuo.

Circulam no momento variantes do vírus rábico de morcegos, como a V3, comum a morcegos hematófagos e outros morcegos, além de variantes da raposa e de saguis, todas representando risco à espécie humana e animais domésticos.

A imunização de seres humanos, gatos e cães é pública e gratuita. Aí está a importância da vacinação e da vigilância, especialmente no Brasil, onde se encontram variantes de raposas, saguis, cães e morcegos.

Todas as orientações divulgadas no dia 4/12/2025 pelo CRMV/BA à sociedade e aos profissionais permanecem válidas para que cuidem da sua segurança.

O CRMV/BA permanece atento e, ocorrendo novas informações oficiais, repassará sempre como alerta e orientação à sociedade e aos profissionais.

Salvador, 06 de dezembro de 2025, 10h15

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[Informações publicadas em 04/12/2025]

Há mais de vinte anos sem apresentar casos relacionados ao vírus rábico canino (AgV1 e AgV2) em cães e gatos, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador está alertando os profissionais de saúde, clínicas veterinárias e a população em geral sobre a ocorrência de casos positivados da presença do vírus.

Um deles, confirmado em novembro, ocorreu com um cachorro, encontrado no Bairro de Sussuarana.

Cavalos

Foram detectados após exames laboratoriais dois casos em equinos em Mussurunga.  O primeiro registro oficial de um cavalo doente foi em 28/01/2025 e dois dias depois, foi liberado laudo de exame positivo para raiva.

No mesmo bairro, em novembro de 2025, outro cavalo foi encontrado com mesmo quadro e a confirmação de diagnóstico laboratorial positivo para raiva foi feita pelo LACEN-BA. Outros casos suspeitos ocorreram na mesma área, mas os proprietários dos animais descartaram os restos mortais sem comunicar às autoridades de saúde para averiguação correta.

Altíssima letalidade

A prevenção pode salvar vidas, pois a raiva é uma doença grave de letalidade próxima de 100% dos casos, após manifestação dos sinais clínicos.

Em caso de suspeitas, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador recomenda que sejam observados sintomas em animais, ou se encontrar morcegos caídos/mortos, evite o contato e informar à Vigilância Epidemiológica Municipal e Estadual.

Se ocorrer algum acidente como mordidas, arranhaduras ou mesmo contato com a saliva de animais suspeitos, as pessoas devem procurar imediatamente atendimento médico para avaliação e profilaxia antirrábica.

Para os médicos-veterinários, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia lembra que existe um calendário vacinal, que inclui a profilaxia antirrábica e também a necessidade de usar equipamentos de proteção individual em casos desta natureza.

“Estamos compartilhando as informações da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador e orientações de profilaxia preventiva para os médicos-veterinários -estes estão mais expostos ao contato com animais-, não para causar pânico, mas para lembrar das medidas de segurança pessoal, profissional e com a sociedade”, afirmou o presidente do CRMV/BA, Lúcio Leopoldo.

Medidas sanitárias, vacinação e outras providências estão sendo executadas pelas autoridades de saúde.

 

Fonte: SMS.  Colaboração da CESU do CRMV/BA