A emergência da esporotricose na Bahia vai ser discutida em seminário virtual que a Comissão de Saúde Pública do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA) realiza nesta terça-feira (21), a partir das 19h.

Levantamento da Diretoria de Vigilância da Saúde, da Secretaria Municipal de Salvador, mostra que no ano de 2020, apenas na capital, foram notificados 90 casos humanos de esporotricose. Ainda de acordo com o levantamento, os Distritos Sanitários com maior ocorrência de notificações foram Itapuã (33 registros), São Caetano/Valéria (15 registros) e Liberdade (13 registros).

No mesmo período, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Salvador recebeu a notificação de 1.246 casos suspeitos de esporotricose animal, dos quais 1.016 (81,5%) foram confirmados. Dentre os confirmados, 1.010 casos foram em felinos, correspondendo a 99,4% do total. Houve registro de esporotricose felina em todo território da capital, sendo que os Distritos Sanitários com maior número de casos foram: Itapuã (252 casos), Liberdade (248 casos), Subúrbio Ferroviário (122 casos) e São Caetano/Valéria (121 casos).

A esporotricose é uma infecção fúngica causada pelo fungo Sporothrix spp, sendo no Brasil a espécie atualmente mais encontrada a S. brasiliensis. A transmissão ocorre por meio da inoculação direta do fungo na pele, através de traumas com espinhos de plantas, lascas de madeira, e mordedura ou arranhadura de animais contaminados. Não há relato de transmissão de pessoa a pessoa.

No Brasil, somente cinco unidades federadas não relatam a detecção do agente em seu território (Acre, Roraima, Amapá, Ceará e Mato Grosso do Sul). Em alguns estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia a doença tomou dimensões de surto/epidemia e passou a ser de notificação compulsória para humanos, apesar de ainda não ser de notificação no país. Os casos relatados são registrados na Ficha Individual de Notificação (FIN) e encaminhados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A emergência da esporotricose na Bahia vai contar com apresentações da médica-veterinária do laboratório de Dermatozoonoses da Fiocruz, Anna Figueiredo; da médica-veterinária e virologista Nádia Rossi e do Subcoordenador de Apoio Diagnóstico de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, médico-veterinário Aroldo Carneiro. A mediação será da médica-veterinária e coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Agencia de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Maria Tereza Mascarenhas. As inscrições podem ser realizadas no Sympla.

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