Uma fisioterapeuta é condenada por unanimidade pelo respectivo Conselho profissional por exercício ilegal da Medicina Veterinária, em Salvador. A condenação é resultado de uma denúncia do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia. A autarquia federal apontou, em junho, de 2017 divergências entre a formação e a atuação da profissional.

O julgamento da denúncia foi realizado na última sexta-feira (19) pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Bahia (Crefito). A fisioterapeuta foi condenada a pena de repreensão – uma sanção administrativa.
A mulher, que não teve a identidade revelada, oferecia aos clientes exercícios e fisioterapias em animais com problemas ortopédicos, neurológicos, estresse e recém-operados. Cabe recurso da pena de repreensão ao Conselho Federal de Fisioterapia. Apesar disso, a profissional não está impedida de continuar em atividade na área de formação.

“O consumidor tem um papel fundamental no combate ao exercício ilegal e ao charlatanismo, pois, ao buscar os serviços de um profissional habilitado para o exercício da Medicina Veterinária, terá a certeza que o seu animal será atendido com qualidade, eficiência, respeito e não sofrerá riscos à sua saúde”, destaca o médico-veterinário Lúcio Leopoldo Aragão, conselheiro efetivo do CRMV-BA.

Outros seis casos de exercício ilegal da Medicina Veterinária foram denunciados ao Ministério Público estadual, em 2018. As ocorrências foram registradas em Salvador (4), Lauro de Freitas (1), na Região Metropolitana, e Iaçú (1), na Chapada Diamantina. Do total de casos, quatro estão em andamento, um aguarda sentença e um foi arquivado. Neste último, o Regional baiano oficiou o Ministério Público estadual para obter informações sobre o motivo do arquivamento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.