Para marcar o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA) realizará uma conversa-show com duas profissionais inspiradoras: a médica-veterinária Uilma Carla Carneiro e a zootecnista Luna Analia, no dia 19/11, às 9h00, no auditório do Regional. O médico-veterinário Altair Santana, presidente do CRMV/BA, vai bater um papo ao vivo com as duas sobre os principais desafios enfrentados na caminhada de representatividade e resiliência desde a universidade até hoje.
O público conhecerá a trajetória brilhante da médica-veterinária Uilma Carla Carneiro, que alcançou o sucesso na profissão, é conselheira recém eleita para o triênio 2025-2028 no CRMV/BA, presidente da Associação dos Médicos Veterinários de Feira de Santana e Região (ASMEV) e empreendedora. Professora e médica-veterinária atuante na área de clínica geral e atendimentos direcionados a hematologia e terapia celular voltada para pequenos animais, Uilma Carla é CEO do Centro Veterinário de Especialidades, Diagnóstico e Hemoterapia da Bahia (HEMOPET), e do Reciclavet, empresa voltada para área de educação continuada de médicos-veterinários formados e em formação.
Ao compartilhar sua história, a zootecnista Luna Analia vai contar sobre os passos trilhados até hoje, e como foi sua trajetória acadêmica, passando pelo mestrado em nutrição de cães e gatos na UFBA, sobre sua experiência como pesquisadora de nutrição animal e sobre sua jornada empreendedora na área.
Na pauta do evento estarão as histórias de atuação na linha de frente da saúde animal, humana e ambiental e temas como representatividade feminina do povo negro, ancestralidade e combate ao racismo estrutural na universidade e no mercado de trabalho.
“Será um presente para nós conhecermos mais sobre a carreira da nossa colega médica-veterinária, que trilhou um caminho de conquistas profissionais importantes para a classe, possui um carisma todo especial e é um exemplo de resiliência, respeito e sucesso. Teremos ainda uma ótima oportunidade de conhecer uma zootecnista que também tem sua história de resistência e de representatividade na profissão”, conta Altair Santana, presidente do CRMV/BA.
Edições anteriores
Este é o quarto ano do Novembro Negro no CRMV/BA, evento que agrega conhecimento ao Regional Bahia e recebe autoridades quando o assunto é negritude e mercado de trabalho. Nas duas primeiras edições, foram publicados textos e vídeos sobre experiências de racismo enfrentadas por médicos-veterinários negros durante a graduação e no mercado, com o apoio do Afrovet, grupo de médicos-veterinários negros em prol de uma área mais inclusiva.
Já na terceira edição, uma conversa-show com o médico-veterinário Osvalrízio do Espírito Santo, presidente do sindicato dos médicos-veterinários do estado da Bahia (Sindmev), apresentou ao público um profissional de trajetória rica, comprometida com a luta contra preconceitos, em favor da educação dos não-negros contra o racismo e pelo empoderamento do povo preto, além de apresentar toda a sua experiência técnica no âmbito da Medicina Veterinária.
Serviço
O que?Novembro Negro 2024 no CRMV/BA – Trajetórias de sucesso na Medicina Veterinária e na Zootecnia. Conversa-show com a médica-veterinária Uilma Carla Carneiro e com a zootecnista Luna Analia Quando? Dia 19 de novembro, às 9h00 Onde? Auditório Professor Jorge Rubinich, sede do CRMV/BA, Rua Prof. Aristides Novis, 22/23, Federação, Salvador-BA Quanto? Gratuito Inscrições: Sympla Mais informações: ascom@crmvba.org.br
Para marcar os 55 anos de fundação do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV/BA), a Academia Baiana de Medicina Veterinária (Abamev) e o CRMV/BA reuniram na sexta-feira (25) médicos-veterinários e zootecnistas do estado em uma solenidade especial, unindo evento científico e comemorativo. Profissionais que contribuem com a saúde humana, animal e ambiental na Bahia celebraram conquistas e conheceram as principais novidades e números da área. A cerimônia valorizou a vida e a obra de grandes profissionais que abriram os caminhos para as novas gerações, teve a entrega do Prêmio Fúlvio Alice, a entrega do Prêmio Zootecnista Destaque de 2024 e homenagens aos profissionais mais antigos inscritos do Conselho.
Na abertura do evento, o Dr. Paulo Emílio Torres celebrou a vida de seu pai, o Dr. Geraldo César de Vinhaes Torres, que dá nome à sede do CRMV/BA, e falou sobre sua satisfação em estar presente na solenidade comemorativa. “É uma grande honra estar aqui, em nome o meu pai, maior inspiração para que eu me tornasse também médico-veterinário e hoje pudesse celebrar tantas conquistas com as quais ele também contribuiu”, afirmou.
Presidente do CRMV/BA, Altair Santana, saudou a todos e todas com a alegria de sempre. “É uma grande satisfação reencontrar amigos e rever pessoas tão importantes para a Medicina Veterinária e a Zootecnia da Bahia”, celebrou. O presidente homenageou a todos os presidentes dos Conselhos de outros estados que estavam presentes e receberam singelas lembranças da celebração dos 55 Anos: Licindo Rodrigues Pereira, do CRMV/AM; Diogo Alves, do CRMV/RJ; Miguel Cavalcante, do CRMV/PI; Eduardo Luiz Cavalcanti Caldas, do CRMV/SE, assim como aos ex-presidentes do CRMV/BA que compareceram ao evento, João Vieira Neto; Lúcio Leopoldo Aragão da Silva; Sérgio Barreto; Filogônio Gomes Guimarães; Ana Elisa Almeida; e Joaquim Almeida de Oliveira. “Foram essas pessoas que abriram caminho para que nós estivéssemos aqui e a elas rendemos homenagens pelos serviços prestados à sociedade”, destacou.
“De Moacir até a minha gestão, todas as gestões trouxeram enormes contribuições para o avanço das profissões. Esse Conselho tem um grande desafio pela frente e um papel importante na saúde pública, humana, animal e ambiental”, completou. O presidente também entregou certificados de agradecimento aos colaboradores do CRMV/BA pelos serviços prestados à sociedade. Na ocasião, registrou-se a presença do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), o médico-veterinário Humberto Miranda.
Ex-presidente do CRMV/BA e atual presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ana Elisa Almeida, fez uma fala potente sobre a importância da união de todos pelo bem comum e o pleno exercício profissional. “Foi preciso pulso firme para chegar até aqui e continuamos lutando para proteger nossas profissões e profissionais que tanto contribuem com os avanços da saúde em benefício de toda a sociedade”, afirmou.
Premiações
O Prêmio Fúlvio Alice de 2024 foi entregue à médica-veterinária Maria Emília Bavia CRMV/BA 0939/VP, representada por Ana Elisa Almeida. A entrega do Prêmio Zootecnista de Destaque 2024 foi para o professor Dr. Ronaldo Lopes Oliveira CRMV/BA 00179/ZP, da EMEVZ/UFBA.
Homenagens em placas comemorativas com menção honrosa aos profissionais mais antigos inscritos no Conselho foram entregues aos médicos-veterinários: Armando Pedreira das Neves CRMV/BA 0007/VP; João Alberto de Jesus Paiva CRMV/BA 0025/VP; Thereza Conceição Nunes Martinez CRMV/BA 0033/VP; Áurea Maria Freire Neves CRMV/BA 0034/VP; Vanderlei Almeida Oliveira CRMV/BA 0040/VP; Simone Assis Rosas Viegas CRMV/BA 0045/VP; Marilene Moraes Caldas CRMV/BA 0048/VP; Nivaldo Peixoto de Almeida CRMV/BA 0054/VP; Antônio Carlos da Silva Marins CRMV/BA 0055/VP; e Marieta Oliveira Campos CRMV/BA 0058/VP.
Placas comemorativas com menções aos serviços prestados à sociedade também foram entregues aos zootecnistas mais antigos inscritos: Renato Souza Guimarães CRMV/BA 0005/ZP, representado por sua sobrinha, médica-veterinária Taíse Gama Pereira; Ronaldo Vasconcelos Farias Filho CRMV/BA 0031/ZP; Idalécio Santos Lima CRMV/BA 0033/ZP; e Israel Pereira Rebouças Júnior CRMV/BA 0092/ZP.
Palestras
Duas palestras foram ministradas pelos docentes da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEVZ/UFBA), Rodrigo Bittencourt, Diretor da EMEVZ/UFBA, Conselheiro titular do CRMV/BA, e Flávio Longui, coordenador do curso de Zootecnia da UFBA, presidente da Comissão Estadual de Ensino da Zootecnia do CRMV/BA. Enquanto Bittencourt apresentou dados sobre a percepção dos profissionais e da população em geral sobre o papel do Sistema CFMV-CRMV para a sociedade e sua importância para o bom exercício profissional, Longui apresentou informações e números sobre a Zootecnia no país, que tem hoje cada vez mais responsabilidade e desafios com o uso das novas tecnologias e o advento das fake news.
Encerrando a solenidade, um brinde reuniu a todos e todas para comemorar o legado construído com coragem e determinação pelos profissionais que vem alicerçando o exercício legal das profissões, com compromisso social e ambiental, e a responsabilidade com a Saúde Única de todos os brasileiros e brasileiras.
IX Simpósio Baiano de Zootecnia – SimbaZoo 2024 ocorreu de 23 a 25 de outubro na Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal da Bahia (EMEVZ/UFBA). Com o tema “Celebrando 15 Anos de Zootecnia na UFBA – Uma Jornada de Conhecimento e Inovação”, o evento teve como principal objetivo estimular debates no âmbito da Zootecnia. A realização do simpósio buscou fortalecer uma agropecuária sustentável e economicamente alinhada às demandas contemporâneas da sociedade e aos desafios ambientais.
Organizado pela Comissão Estadual de Ensino da Zootecnia (CEEZ), com assessoria técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia da Bahia (CRMV/BA), o evento reuniu os membros da Comissão, profissionais, pesquisadores e estudantes interessados em saber mais sobre a profissão, empregabilidade e inovações no manejo, produção, nutrição e bem-estar dos animais.
Nos pronunciamentos iniciais, o orgulho pelas conquistas nesses 15 anos do curso, como mencionaram os organizadores do simpósio. Na mesa de abertura, o presidente da CEEZ e professor da EMEVZ/UFBA, Flávio Longui, a secretária-geral do CRMV/BA, Maria Tereza Mascarenhas, o Diretor da EMEVZ/UFBA, Rodrigo Bittencourt, e a chefe do Departamento de Zootecnia da EMEVZ/UFBA, Manuela Silva Libânio Tosto.
História de quem faz diferença na profissão
A professora Dra. Maria Vanderly Andrea, uma das primeiras mulheres formadas em Zootecnia no Brasil, falou sobre sua trajetória de vida e suas contribuições para a profissão. Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Maria Vanderly é uma referência para todos os zootecnistas do país, tendo formado centenas de profissionais que atuam no mercado, desenvolvendo pesquisas na área de genética, de bem-estar animal, de comportamento, entre outras. Maria Vanderly incentivou as mulheres a não temerem o trabalho e a se dedicarem a conquistar seu espaço profissional. “Vão atrás dos seus interesses, porque nada vai cair do céu”, afirmou.
Inspiração para os zootecnistas, a professora contou sobre os desafios que enfrentou como estudante e ao longo de sua carreira. Ela mostrou números sobre a profissão que agrega anualmente ao mercado de trabalho 3.500 novos profissionais. Hoje, ao todo, são 131 cursos de Zootecnia em atividade no Brasil, 74% deles em instituições públicas, com 58,92% de estudantes mulheres. Existem 39 mil zootecnistas no país atualmente, sendo 21,5 mil deles inscritos nos conselhos profissionais, 433 deles inscritos na Bahia. “Sinto muito orgulho quando vejo meus ex-alunos bem colocados no mercado de trabalho. Me sinto muito feliz porque eles estão fazendo por eles e por todos os zootecnistas”, destacou.
Compartilhamento de conhecimento
A palestra do zootecnista Arthur da Silva Pinheiro abordou a fazenda do futuro e a pecuária 4.0, trazendo as principais novidades tecnológicas para otimizar o trabalho e potencializar resultados. As novas tecnologias digitais estão cada vez mais passando a fazer parte do manejo do gado nas fazendas para uma melhor gestão em benefício dos animais e da saúde humana. A zootecnista e consultora nutricional para cães e gatos, Luna Anália, desmistificou conceitos e forneceu orientações sobre ração e alimentação natural para pets. O zootecnista Rodrigo Galli abordou a Avicultura 4.0, destacando a importância da tecnologia e da inovação para transformar a produção avícola.
Inovação e Liderança no Agro foi o tema da palestra da zootecnista Paloma Machado, que contou como o protagonismo jovem está liderando a transformação no agronegócio. Trazendo informações sobre comportamento e fisiologia, a zootecnista Maria Clara Dourado abordou o manejo nutricional de equinos. Para encerrar as palestras do evento, as zootecnistas Taiana e Tatiana Cortez compartilharam ideias sobre a trajetória de inovações na área, mostrando como podemos conectar fronteiras dentro desta ciência.
Na sexta-feira, último dia de simpósio, foi a vez dos mini cursos “Rotina de um zootecnista em um haras de equitação”; “Visita guiada ao Capril Kadosh”; “Introdução a meliponicultora”; “Noções básicas no treinamento de cães”; “Como avaliar animais e garantir bem-estar na produção”; e “Contenção de serpentes”.
A União faz a força
Parabenizando os 15 anos do curso de Zootecnia, o professor Rodrigo Bittencourt mencionou o reconhecimento nacional alcançado. “No último ENADE, recebemos a nota máxima (5), e aguardamos com entusiasmo a nova avaliação realizada no ano passado”, destacou. O professor Flávio Longui falou sobre o peso dessas conquistas. “Esta semana, tivemos mais uma excelente notícia: no Ranking de Cursos de Graduação da Folha, o curso de Zootecnia da UFBA foi novamente apontado como o melhor do Norte e Nordeste, com nota máxima no quesito professores e entre os 12 melhores cursos do Brasil, ao lado de universidades como USP, UNESP, UFV e UFRJ”, ressaltou.
A zootecnista Isa Porto Meireles, assessora técnica do CRMV-BA, comentou sobre a satisfação de acompanhar o evento em sua nona edição. “É muito animador ver colegas que contribuem com as conquistas da nossa profissão e os futuros colegas que levarão à frente esse legado. Precisamos valorizar mais nosso trabalho e nos unir, pois só com união conseguiremos que nossa voz seja ouvida”, afirmou. A fala da assessora técnica do CRMV/BA corrobora com a fala da professora Maria Vandrely, que em sua palestra conclamou zootecnistas para juntos fortalecerem a classe.
O SimbaZoo 2024 ficará na memória dos participantes que puderam aproveitar as palestras, apresentações de trabalhos científicos, com exposição em formato de pôster, e mini cursos, proporcionando uma troca de conhecimentos e experiências entre estudantes de Zootecnia, pós-graduandos em Zootecnia e Ciência Animal, assim como alunos de outros cursos do Centro de Ciências Agrárias, e de instituições parceiras.
Nos dias 17 e 18 de outubro, profissionais da área da Saúde da Bahia ampliaram as discussões sobre as mudanças climáticas e as zoonoses na III Conferência de Saúde Única da Bahia, realizada no auditório da Unifacs. Pesquisadores e profissionais de ‘linha de frente’ alertaram para a necessidade de uma linguagem comum a todos os setores de saúde e de resposta imediata das autoridades nas grandes emergências sanitárias, além da importância da ampla divulgação para a população. Promovido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), o evento teve o apoio da Adab e da Unifacs.
A programação multidisciplinar abrangeu temas de impacto para a população, como desastres ambientais, Saúde Única, arboviroses, esporotricose, resíduos contaminantes, raiva, manejo de fauna silvestre, influenza aviária, e as doenças negligenciadas, como tuberculose, toxoplasmose, leishmaniose, chagas e mormo, que são consideradas “negligenciadas” por estarem quase ausentes da agenda global de saúde, receberem pouco financiamento e serem associadas à exclusão social. Para enfrentar as ameaças de um mundo em transformação climática, com aumento de epidemias, e reflexos nas questões humanitárias, como a segurança alimentar, os pesquisadores e profissionais abordaram as descobertas mais recentes em pesquisas publicadas nas principais revistas científicas.
Palestras interdisciplinares
Médico-veterinário do Exército Brasileiro, José Roberto Pinho de Andrade Lima, tratou das principais descobertas sobre desastres ambientais em relação à Saúde Única. “Nós estamos agora no Brasil começando a formar o Comitê que envolve vários ministérios, e uma série de integrações entre saúde humana, animal, meio ambiente, mas ainda com resposta muito fragmentada. Um dos maiores problemas é falta de comunicação e falta de conhecimento sobre a linguagem utilizada entre os setores para dar as respostas a desastres e grandes emergências sanitárias”, afirmou.
Farmacêutico e pesquisador da UFBA, Gúbio Soares Campos, descobridor do Zika vírus no Brasil e Oropouche na Bahia, abordou as principais atualizações sobre a febre Oropouche e diversas arboviroses, doenças virais transmitidas por artrópodes que se alimentam de sangue, encontradas no estado, ressaltando a importância dos laboratórios e dos profissionais qualificados para analisar os vírus. “A gente precisa entender que a ciência é para melhorar a qualidade de vida”, afirmou. A bióloga Sandra Maria da Purificação, da DIVEP/SESAB, atualizou o público sobre o cenário epidemiológico das arboviroses. “No momento atual, em que vivenciamos tantas mudanças climáticas, falarmos de meio ambiente, de animais e da saúde humana retrata toda a necessidade de envolvermos atores importantes nesse contexto”, afirmou.
A médica-veterinária Nádia Rossi de Almeida, da EMEVZ/UFBA, discorreu sobre o diagnóstico e o tratamento da esporotricose em animais, doença fúngica que atinge gatos e humanos. Já as palestras da médica-veterinária Carolina de Castro Araújo Feijó, do EpiSUS/Ministério da Saúde, e do médico-veterinário Marcelo Medrado Borges, da DIVEP/SESAB, atualizaram o público presente sobre o cenário epidemiológico da esporotricose no estado da Bahia. Em seguida, a palestra da médica Anne Layze Galastri, da Sociedade Baiana de Pediatria, abrangeu o diagnóstico e o tratamento humano da esporotricose.
Zootecnista Wilkson Oliveira Rezende, do Ministério da Agricultura e Pecuária, abordou a questão dos resíduos químicos em produtos de origem animal, os impactos e o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes – PNCRC. Presidente da comissão organizadora da conferência, o médico-veterinário José Eduardo Ungar de Sá, do LACEN/SESAB, trouxe as principais informações sobre novas variantes da raiva e novas perspectivas para a saúde. “Essa mudança ambiental que estamos atravessando está influenciando diretamente a raiva. Depois que a biologia molecular entrou no diagnóstico de raiva, o sequenciamento genômico entrou, a gente começou a fazer estudos genômicos do vírus, a gente viu que ele tinha se modificado e se adaptado de uma maneira tal que nós temos hoje grandes preocupações”, salientou.
Médico-veterinário Alberto Vinícius Dantas Oliveira, do INEMA/SEMA, abordou o manejo de animais silvestres em áreas urbanas. “A Bahia é um dos poucos estados que têm uma lista de espécies ameaçadas de extinção e uma lista de espécies exóticas invasoras, o que denota a maturidade que o estado tem em relação à fauna silvestre”, destacou.
A médica-veterinária Luciana Bahiense, da DIVEP/SESAB, atualizou o público sobre o cenário atual da Influenza Aviária no contexto da saúde pública. Já o médico-veterinário José Klinger Cruz Filho, da ADAB/SEAGRI, abordou o cenário atual da Influenza Aviária no contexto da defesa agropecuária.
Fazendo uma linha do tempo da enfermidade, o médico-veterinário Joselito Nunes Costa, da UFRB, falou sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos da tuberculose. Já a médica infectologista Ana Paula G.A. Villa Nova, falou sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos da toxoplasmose. A médica-veterinária Melissa Moura C. Abbehusen, da Unime, abordou os desafios da leishmaniose canina para a Medicina Veterinária.
Na sequência, a dentista Cristiane Medeiros M. de Carvalho falou sobre a doença de chagas no estado da Bahia. Encerrando as palestras, o médico-veterinário José Carlos de Oliveira Filho, da UFRB, falou sobre os aspectos clínicos e epidemiológicos do mormo, doença infectocontagiosa que atinge principalmente equídeos, podendo também acometer humanos.
Documento de recomendações
Eduardo Ungar comentou sobre os resultados da III Conferência, dentre eles, o documento final. “Realizamos uma reunião e retiramos ideias e sugestões para que seja elaborado um documento final, e encaminhado às autoridades de saúde, às autoridades municipais, aos conselhos regionais que nos apoiaram e que futuramente nos apoiem e também ideias para ampliarmos a comunicação da Saúde Única na imprensa, divulgarmos mais a necessidade da população conhecer o que é a saúde única e o impacto disso em suas vidas, as mudanças climáticas e as zoonoses, temas que muita gente não tem a menor noção, e que precisa saber, porque as mudanças estão ocorrendo de uma forma muito rápida e cabe a cada um cuidar de si e do nosso planeta”, afirmou.
A médica-veterinária Maria Tereza Mascarenhas, membro da Comissão Estadual de Saúde Única e secretária-geral do CRMV/BA, considerou o evento um sucesso e se sentiu realizada enquanto profissional da saúde com as discussões ocorridas durante os dois dias. “Sairá daqui um documento de recomendações para que façamos uma saúde melhor”, destacou.
Uma Só Saúde
“Uma Só Saúde”, também conhecida como “Saúde Única”, é a tradução do termo em inglês “One Health”, uma abordagem integrada que reconhece a conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. De acordo com o Ministério da Saúde, essa abordagem propõe e incentiva a comunicação, cooperação, coordenação e colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva.
A implementação dessa abordagem favorece a cooperação, desde o nível local até o nível global, para enfrentar desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde.
Nos dois últimos dias do I Workshop Internacional INCT Carne – Produção e Qualidade da Carne: Perspectiva e Inovação, realizado de 8 a 10 de outubro, no Wish Hotel da Bahia, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Cadeia Produtiva da Carne (INCT-Carne), um público de cerca de 120 pessoas esteve presente nas palestras e mini cursos. As equipes de pesquisadores também se reuniram para o fechamento dos trabalhos e planejamento estratégico, com apresentações de todas as equipes. O stand dos Conselhos CFMV e CRMV-BA, patrocinadores do evento, disponibilizou folhetos informativos e legislação para zootecnistas no balcão de atendimento.
O conjunto de palestras ministradas durante o evento apresentou as principais tecnologias para aumentar a saúde do rebanho e a qualidade da carne, com exemplos de boas práticas no Brasil e no exterior, e traçando um panorama do mercado de carnes bovina, caprina e ovina no Brasil. Foram apresentados resultados de pesquisas em vários países, voltadas para melhorias na produtividade e no manejo, novas soluções para a nutrição, tendências e perspectivas para o consumo de carne e o perfil do novo consumidor. Também foi possível conhecer resultados de pesquisas internacionais que utilizam as novas tecnologias para otimizar a classificação e tipificação de carcaças, além de novas soluções tecnológicas e principais desafios para a nutrição de ruminantes e para a produção de carne bovina.
O presidente do CRMV-BA, Altair Santana, salientou a importância do evento e das pesquisas para a Bahia. “Estamos inseridos nesse mundo em que de um lado vive a excelência dos números de produtividade e da produção de carnes de alto nível tecnológico, com práticas sustentáveis e de respeito ao meio ambiente. E do outro lado, ainda temos práticas medievais, como o abate clandestino e a derrubada de florestas, que agridem o meio ambiente, nosso maior bem, nosso patrimônio, e colocam em risco a saúde pública”, afirmou.
De acordo com o professor Dr. Ronaldo Lopes Oliveira, coordenador geral do INCT-Carne, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Cadeia Produtiva da Carne é um grande programa de pesquisas em rede, iniciado com os Institutos do Milênio, passando a ser uma rede de redes financiada pelo CNPq. “Quem quer ver o avanço da ciência e da pesquisa com resultados para a sociedade, quer ver mais institutos de ciência e tecnologia financiados. Chega um momento em que trabalhar em rede, cooperando com outros grupos e instituições é a melhor fórmula em vez de iniciativas isoladas”, contou. O INCT tem 9 instituições no Brasil e cooperações internacionais com 4 instituições na Espanha e nos Estados Unidos.
Classificação e tipificação de carcaças: comparação entre os sistemas nacional e internacional, Ederson Andrade (IFPR)
Desafios e Soluções Tecnológicas para a Produção de Carne com Qualidade, Leilson Bezerra (UFCG)
Minicurso Padronização e Qualidade de Carcaças Bovinas: da fisiologia e nutrição à classificação e bonificação
Minicurso Padronização e Qualidade de Carcaças Bovinas: da fisiologia e nutrição à classificação e bonificação
O I Workshop Internacional INCT Carne – Produção e Qualidade da Carne: Perspectiva e Inovação, realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Cadeia Produtiva da Carne (INCT-Carne), em Salvador, iniciou os trabalhos na manhã de terça-feira (8), com a presença de autoridades, realizadores e apoiadores do evento, além do público de mais de 110 pessoas, entre profissionais, estudantes e pesquisadores. Na sequência, as primeiras palestras tiveram lugar no auditório principal do Wish Hotel da Bahia e seguiram pela tarde. O objetivo geral do evento, que ocorre até a quinta-feira (10), é observar a cadeia produtiva da carne por diversos ângulos, os impactos na qualidade hoje e no futuro da produção no país.
A mesa de abertura teve a participação de Altair Santana, presidente do CRMV-BA, também representando Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida, presidente do CFMV; de Ronaldo Lopes Oliveira, coordenador geral do INCT Carne; de Olívia Oliveira, representando o magnífico reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo César Miguez de Oliveira; de Fábio Viveiros, representante do Governo do Estado da Bahia; e de Rodrigo Bittencourt, diretor da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA.
O presidente do CRMV-BA, Altair Santana, destacou a relevância do evento. “Esse evento envolve tanto médicos-veterinários quanto zootecnistas que atuam na área da carne desde a produção do animal até a oferta do produto no supermercado e de seus derivados. Trata de boas práticas de produção, bem-estar animal, nutrição, genética, seleção reprodutiva, manejo sanitário, todo esse conjunto que gera alta produtividade”, disse.
Analívia Martins Barbosa, vice coordenadora do INCT Carne, contou que o objetivo geral do projeto é estudar a cadeia produtiva da carne no Brasil com várias equipes em instituições no Ceará, Piauí, Paraíba, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia, em uma rede em prol da qualidade da carne no Brasil. “A ideia desse evento é reunir os pesquisadores da rede para ver onde estamos e pra onde vamos, juntar os elos da cadeia, a indústria, o varejo, o produtor, o consumidor e a pesquisa científica. O tema do workshop é perspectiva e inovações justamente para vermos esse panorama, para observar se estamos caminhando do lado certo e como anda a cadeia produtiva da carne no Brasil”, afirmou.
Para o presidente do CRMV-BA, quanto mais a indústria atinge um nível de excelência, mais o consumidor e a sociedade ganham. “O Brasil é o maior exportador de carne, tem o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, e não chegamos nesse nível por acaso, chegamos nesse nível por causa dos profissionais que atuam na área e por causa do empreendedorismo dos produtores rurais. Mas sem o médico-veterinário, sem o zootecnista, a gente não alcançaria resultados tão promissores, porque é a ciência a serviço da produção animal”, afirmou.
Mesa de abertura do 1º Workshop do INCT-Carne
Presidente do CRMV-BA, Altair Santana, deu as boas-vindas a todos em nome do CRMV-BA e do CFMV
Stand dos Conselhos CFMV e CRMV-BA
Stand dos Conselhos CFMV e CRMV-BA
Stand dos Conselhos CFMV e CRMV-BA
Stand dos Conselhos CFMV e CRMV-BA
CRMV-BA presente nas palestras
Como a nutrição moderna em confinamentos afeta a qualidade da carne, Marcio Machado Ladeira (UFLA)
Tecnologias digitais aplicadas à qualidade da carne, Mario Luiz Chizzotti (UFV)
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