Após tentativas de solução administrativa, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), ingressou na quarta-feira (10/06/2026) uma Ação Civil Pública junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) visando alteração no Edital do Concurso Público da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). O Processo foi registrado sob o número 1051491-47.2026.4.01.3300 e corre perante a 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia (SJBA).
Entenda o Caso
Ao ler o Edital nº 05/2026 da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), o presidente da Comissão Estadual de Ensino em Zootecnia, professor doutor Flávio Coutinho Longui, notou que não foi incluída a graduação em Zootecnia como um dos requisitos profissionais para concorrer à vaga ao cargo de Professor do Magistério Superior, na disciplina de “Produção Animal” no curso de Medicina Veterinária.
De imediato, pelos canais institucionais adequados, o presidente do CRMV/BA Lúcio Leopoldo foi cientificado, tomando providências, requerendo inclusive, análises e pareceres formais da Assessoria Técnica e do Departamento Jurídico do CRMV/BA.
Dados Técnicos
Foi encaminhado ao Reitor Jacques Antônio de Miranda um ofício com informações técnicas, solicitando a devida correção do Edital.
Entre as considerações, estava o esclarecimento que “[…] os conteúdos programáticos previstos no edital para a área de Produção Animal — tais como cruzamentos e heterose, herdabilidade e repetibilidade, mecanismos epigenéticos aplicados ao melhoramento animal, bem como sistemas de produção de bovinos de corte, bovinos de leite, caprinos e ovinos — que correspondem diretamente a conteúdos clássicos da formação em Zootecnia e às competências técnico-científicas desenvolvidas nos cursos de graduação e pós-graduação dessa área […].
Recusa
A resposta da Ufob desapontou os zootecnistas. A princípio, a Ufob disse reconhecer a “relevância acadêmica e profissional de outras áreas correlatas, como a Zootecnia, cujas contribuições para a área de Produção Animal são amplamente reconhecidas”, porém aduziu que a “delimitação do perfil da vaga decorre de decisão técnico-acadêmica fundamentada nas necessidades específicas do curso da UFOB e no cumprimento das normas que estruturam a formação em Medicina Veterinária”.
Discordando com veemência, o Regional Bahia, por meio do Setor Jurídico da Instituição, ajuizou a Ação Civil Pública.
“Reitera-se o compromisso institucional deste Conselho com a defesa das atribuições profissionais, bem como com o rigoroso cumprimento da legislação vigente no âmbito das áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia”, esclareceu o presidente do CRMV/BA, Lúcio Leopoldo.
Efeito Suspensivo
Atualmente, o processo está no aguardo de análise pelo juiz para atendimento da liminar requerida pelo CRMV/BA no sentido de suspender o concurso até o julgamento da causa.
O tempo de tramitação de uma Ação Civil Pública pode variar por suas características: urgência (casos de saúde, nos quais a vida humana corre risco imediato), complexidade ou ocorrências de recursos interpostos pelas partes.
No dia 09 de junho, o colaborador do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA), Elinilson Dias da Silva, participou em Salvador de um evento realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Ouvidor-Geral do CRMV/BA, o colaborador relata que durante o encontro foram discutidos temas relacionados à integridade pública, transparência, governança, gestão de riscos, participação social e aprimoramento das ouvidorias. Entre os destaques esteve o Programa Time Brasil, iniciativa da CGU destinada à disseminação de boas práticas de integridade e fortalecimento da gestão pública.
Comentando sobre sua participação, Elinilson Silva avaliou que “contribui para a atualização e o aperfeiçoamento das práticas institucionais adotadas pelo CRMV/BA, fortalecendo o compromisso do Conselho com a ética, a transparência e a qualidade dos serviços prestados à sociedade”.
Patrícia Alvares de Azevedo Oliveira Secretária de Integridade Pública da CGU e Romualdo Anselmo dos Santos Superintendente CGU-Regional/BAElinilson Dias da Silva, Ouvidor-Geral do CRMV/BA e Gabriela Doval Neiva, AFC – Auditor Federal de Controle, do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção à Corrupção Controladoria Regional da União no Estado da Bahia
Profissionais que estavam aguardando a realização da Solenidade para acesso à Cédula já podem inscrever-se.
O evento será realizado de modo virtual na próxima terça-feira, 16 de junho, das 09h às 13h. Apenas com inscrição prévia será possível ter acesso ao link que dará acesso à sala virtual na plataforma Zoom.
Inscrições podem ser feitas até às 13h do dia 15/06, segunda-feira.
No momento da inscrição há possibilidade de esclarecimento de diversas dúvidas com a leitura atenta do Termo de Responsabilidade.
Todo relacionamento com o Sistema CFMV-CRMVs deve ser feito usando os dados que constam no Cadastro de Pessoa Física, incluindo a inscrição no evento. Usar identificações fora do Sistema de Cadastros pode impedir a entrega da cédula profissional
Solenidade para acesso à Cédula Profissional
16 de junho de 2026, terça-feira
Das 09h às 13h
Ambiente virtual, plataforma Zoom.
A Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) da Câmara dos Deputados aprovou o parecer ao Projeto de Lei nº 1.748/2022, que estabelece o piso salarial nacional dos médicos-veterinários e dos zootecnistas. A proposta representa um importante avanço para a valorização das duas categorias profissionais e segue agora para análise da Comissão de Trabalho.
O texto aprovado por meio de substitutivo do relator, deputado André Figueiredo, institui piso salarial nacional de R$ 10 mil para jornadas de 30 horas semanais, prevê reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e amplia o alcance da proposta para incluir também os profissionais da Zootecnia.
A aprovação é resultado de uma mobilização histórica conduzida pelo Sistema CFMV/CRMVs, que vem defendendo a valorização profissional como uma medida estratégica para fortalecer áreas essenciais ao desenvolvimento do país.
Para a presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ana Elisa Almeida, a decisão da comissão representa o reconhecimento da importância social, econômica e sanitária desempenhada por médicos-veterinários e zootecnistas em todo o território nacional.
“A aprovação deste projeto representa o reconhecimento da relevância da Medicina Veterinária e da Zootecnia para o desenvolvimento nacional. São profissões essenciais para a produção de alimentos, para a sustentabilidade dos sistemas produtivos e para a competitividade do agronegócio brasileiro. Valorizar esses profissionais é investir em conhecimento, inovação e no futuro do país”, destacou.
Durante a análise da matéria, o relator ressaltou que a Medicina Veterinária e a Zootecnia exercem funções indispensáveis para o Brasil, seja na promoção da saúde pública, no desenvolvimento do agronegócio, na pesquisa científica ou na garantia do bem-estar animal. O parecer também reconhece que a valorização dessas carreiras representa um investimento na qualidade dos serviços prestados à sociedade e na atração e retenção de profissionais qualificados em áreas estratégicas.
O texto aprovado consolida propostas que tramitavam em conjunto na Câmara dos Deputados e busca assegurar tratamento isonômico entre médicos-veterinários e zootecnistas, categorias que compartilham campos de atuação complementares e fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do país.
Entre os benefícios apontados no parecer aprovado estão a melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade, o estímulo à qualificação profissional, o fortalecimento da saúde pública e do agronegócio, a redução da evasão de profissionais e o impacto positivo na economia dos municípios brasileiros.
Após a aprovação na Comissão de Administração e Serviço Público, o projeto seguirá para análise da Comissão de Trabalho, posteriormente para a Comissão de Finanças e Tributação e, por fim, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), antes de ir ao Plenário.
O Sistema CFMV/CRMVs continuará acompanhando a tramitação da proposta e mobilizando esforços para a aprovação definitiva de uma medida considerada histórica para a Medicina Veterinária e a Zootecnia brasileiras.
Foto: (à esq.) Maria Vanderly, Meiby Carneiro, Robson Oliveira, Gregório Miguel, Rebeca Ribeiro, Lúcio Leopoldo Aragão, Flávio Longui, Isa Porto
A segunda edição das Prosas Zootécnicas reuniu profissionais para dialogar sobre temas relevantes para a Zootecnia baiana, na tarde de encerramento das celebrações pelo Mês do Zootecnista, na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia – CRMV/BA, no dia 29 de maio. Idealizado, proposto e com a organização apoiada pela Comissão Estadual de Educação em Zootecnia – CEEZ, o momento de prosas contou com a participação de professores dos cursos de Zootecnia da Universidade Federal da Bahia – Ufba e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, e convidados, em uma rodada de conversas sobre a profissão, a formação universitária e as exigências do mercado, além da necessidade de maior participação dos zootecnistas no Conselho.
Conduzido pelo presidente da CEEZ, Flávio Coutinho Longui, com o tema “Representatividade, formação e valorização profissional: caminhos para o fortalecimento da Zootecnia no CRMV/BA”, o evento terá como produto final um documento com encaminhamentos oficiais de ideias e propostas de ações para a valorização e fortalecimento da profissão no estado da Bahia, que será entregue ao presidente do CRMV/BA. “Este evento foi pensado para que os zootecnistas inscritos e ativos no Conselho pudessem se reunir e apresentar suas demandas ao presidente. Isso faz parte do jogo. Essa é a importância da representação. Se não tivermos zootecnistas aqui para pensar e discutir a Zootecnia baiana e brasileira, quem fará por nós?”, ressaltou o presidente da CEEZ.
No conjunto de pautas debatidas durante a tarde, além da representatividade política dos zootecnistas, foi destacada a importância da presença do Conselho nas universidades, em palestras ministradas nas faculdades, levando aos estudantes informações para a valorização profissional e para o desenvolvimento da profissão.
“Nossa responsabilidade como Conselho, com a sociedade e com os profissionais, é também o de ampliar a participação e de fortalecer a presença dos profissionais nas atividades do Conselho. É uma honra em nossa gestão ampliarmos as ações e os espaços de participação para os zootecnistas. Dizer que o Conselho está de portas abertas para os zootecnistas é mais do que isso. É dizer que o Conselho está preparado para lutar pelas pautas da Zootecnia baiana”, afirmou o presidente do CRMV/BA, Lúcio Leopoldo Aragão da Silva, em sua fala de fechamento das II Prosas Zootécnicas.
Para a vice-presidente do CRMV/BA, Rebeca Ribeiro, ficou o mesmo sentimento, de que este é um bom caminho de aproximação com a Zootecnia. “Essa aproximação e esse diálogo é sempre fonte e fruto de muito trabalho e de esperança de que as profissões consigam efetivamente andar juntas, principalmente dentro do nosso Sistema CFMV-CRMVs. Essa é uma gestão de portas abertas e de muito diálogo, como bem pontuou o presidente Lúcio, então continuem sendo sempre muito bem-vindos ao CRMV/BA”, destacou a vice-presidente em sua fala de fechamento da tarde de prosas.
Além da importância da participação de mais zootecnistas no CRMV/BA, em comissões e em atividades institucionais, entre as pautas das II Prosas Zootécnicas foram debatidas possibilidades de ações para a valorização dos zootecnistas inscritos no Conselho, em campanhas e em outros eventos, as Diretrizes Curriculares Nacionais e a necessidade de diálogo com os coordenadores de cursos de Zootecnia do interior do estado para o alinhamento das necessidades de desenvolvimento de habilidades para lidar com as questões relacionadas às novas tecnologias, às mudanças climáticas, sociais e econômicas para a formação dos profissionais.
Estiveram presentes nas II Prosas Zootécnicas: o presidente do CRMV/BA, Lúcio Leopoldo Aragão da Silva; a vice-presidente do CRMV/BA, Rebeca Ribeiro; o presidente da Comissão Estadual de Educação em Zootecnia, prof. Dr. Flávio Coutinho Longui; a conselheira do CRMV/BA e membro da CEEZ, profa. Dra. Maria Vanderly Andrea; a assessora técnica do CRMV/BA, Isa Porto; a coordenadora do curso de Zootecnia da UFRB e membro da CEEZ, profa. Dra. Meiby Carneiro de Paula Leite; o professor da EMEVZ/Ufba e um dos ganhadores do Prêmio Zootecnista de Destaque na Bahia 2026, prof. Dr. Gregório Miguel Ferreira de Camargo; o professor da EMEVZ/Ufba, prof. Dr. Robson José Freitas Oliveira; e a vice-presidente da Academia Brasileira de Zootecnia, Dra. Célia Regina Orlandelli Carrer.
Foto: (à esq.) Ana Elisa Almeida, Gregório Miguel Ferreria, Lúcio Leopoldo Aragão, Paloma Machado, Flávio Longui, Maria Vanderly
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia – CRMV/BA encerrou as atividades em comemoração ao Dia do Zootecnista, fechando o mês de maio (29) com a cerimônia de entrega do Prêmio Zootecnista de Destaque na Bahia 2026, a palestra da zoot. profa. Dra. Célia Regina Orlandelli Carrer, e a segunda edição das Prosas Zootécnicas. Os eventos idealizados e apoiados pela Comissão Estadual de Educação em Zootecnia – CEEZ focaram na formação e na valorização profissional, reunindo cerca de 50 pessoas, entre estudantes e professores, profissionais e colaboradores do CRMV/BA, somando-se às ações realizadas ao longo do mês para celebrar aqueles que são elo entre o desenvolvimento econômico do agronegócio e a responsabilidade socioambiental.
Com a participação, na mesa de honra, da presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV, méd.-vet. Ana Elisa Fernandes de Souza Almeida, do presidente do CRMV/BA, méd.-vet. Lúcio Leopoldo Aragão da Silva, e do presidente da CEEZ, zoot. Flávio Coutinho Longui, as homenagens de 2026 foram entregues pela primeira vez em duas categorias, Acadêmica e Extensão/Atuação Profissional.
De acordo com o presidente do CRMV/BA, Lúcio Leopoldo Aragão, “ao dividir o Prêmio Zootecnista de Destaque na Bahia em duas categorias, ampliamos o número de zootecnistas reconhecidos no estado como exemplos de profissionais de excelência, referências da área, e que dão contribuições significativas para os avanços e o fortalecimento da profissão, tanto na pesquisa e na formação universitária como no trabalho no campo, nas fazendas, na indústria”, afirmou.
A presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida, destacou a relevância do reconhecimento da profissão. “Esta premiação vai muito além de uma homenagem individual. Ela representa o reconhecimento de uma profissão estratégica para o Brasil, que une ciência, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. A Zootecnia se fortalece tanto pela produção do conhecimento como pela sua aplicação prática. É dessa conexão que surgem as soluções que impulsionam o agro, promovem o bem-estar animal, fortalecem a segurança alimentar e geram desenvolvimento”, ressaltou.
Abordando a importância da presença contínua dos zootecnistas no Conselho, o presidente da CEEZ, Flávio Longui, premiado como melhor coordenador de curso de 2026 pela Associação Brasileira de Zootecnistas – ABZ, convocou a participação dos profissionais atuantes no estado. “O Conselho é um espaço dos zootecnistas e precisamos entender de uma vez por todas que, querendo ou não, o Conselho Regional e o Conselho Federal de Medicina Veterinária nos representam e precisamos ocupar esses espaços para fazer valer a nossa voz, a nossa profissão na sociedade e dentro das universidades, de forma completa”, afirmou.
A cerimônia contou ainda com a presença do tesoureiro do CRMV/BA, méd.-vet. Rui Ferreira Leal, da zoot. e assessora técnica do CRMV/BA, Isa Porto Meireles, de membros da CEEZ, como a conselheira, a zoot. profa. Dra. Maria Vanderly Andrea, a zoot. prof. Dra. Meiby Carneiro de Paula Leite, e a zoot. Mariane de Jesus Damasceno Barros, e do zoot. prof. Dr. da EMEVZ/Ufba, Robson José Freitas Oliveira.
Homenagens
A categoria Extensão/Atuação Profissional foi pela primeira vez concedida pelo Conselho à homenageada Paloma de Souza Machado, graduada em Zootecnia e mestre na área de produção e nutrição animal com ênfase em sistemas produtivos leiteiros pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. A profissional foi campeã nacional da 5ª edição do Programa CNA Jovem (Jovens Líderes do Agro), em 2023, é coordenadora do Programa Faeb/Senar Jovem, integra a Comissão de Novas Lideranças do Agro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, e participa do Programa Porta-Vozes do Agro da CNA. Na cerimônia, Paloma foi convidada pela presidente do CFMV, Ana Elisa, para compor a Comissão Nacional de Jovens Médicos-Veterinários e Zootecnistas (CNJMVZ), a “CFMV Jovem”, prontamente aceito e sob aplausos.
Em sua fala de agradecimento, emocionada, dedicando o prêmio à família, e falando aos estudantes de Zootecnia, Paloma reforçou pontos de destaque da palestra da profa. Célia sobre as oportunidades da visão integrada e completa do profissional, e sobre a importância de saber lidar com pessoas. “Para além da técnica, precisamos ser humanos. Estudem e sejam competentes tecnicamente, porque sem a técnica não somos profissionais, e, para além disso, o mercado de trabalho não quer só a técnica. Para atuar com excelência, precisamos ter valores, ética e a grande oportunidade de trabalharmos o nosso lado humano para fazer uma Zootecnia muito melhor do que ela já é”, afirmou.
Na categoria Acadêmica, única, desde que a premiação foi lançada em 2024, o homenageado foi Gregório Miguel Ferreira de Camargo, formado em Zootecnia e doutor em genética e melhoramento animal pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor do Departamento de Zootecnia da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia – EMEVZ/Ufba.
Em sua fala de agradecimento, igualmente emocionada, o professor Gregório dedicou o prêmio ao seu pai (in memoriam), à sua família, e especialmente aos seus alunos e orientandos. ”Ser zootecnista é o maior orgulho da minha vida. (…) Sou muito feliz por ser professor, ensinar e formar zootecnistas. (…) Tive zootecnistas que foram referências para mim, como o meu pai, e o exemplo que a professora Célia foi para mim quando eu era calouro em Zootecnia, eu quero ser para vocês. É muito feliz a gente ser reconhecido pelos nossos pares, por quem a gente trabalha junto e quer continuar trabalhando”, destacou.
Novas habilidades
O dia de atividades foi aberto com a palestra da zoot. e professora Dra. Célia Regina Orlandelli Carrer, vice-presidente da Academia Brasileira de Zootecnia, com 40 anos de docência na USP, que percorreu o histórico dos currículos dos cursos universitários de Zootecnia no Brasil, em 20 anos de criação das Diretrizes Curriculares Nacionais, abordando os principais desafios e conquistas para a o curso superior na área e as oportunidades de melhoria para a formação profissional.
Além de destacar os objetivos da formação acadêmica do zootecnista, proporcionando uma visão sistêmica do profissional, que deve ter a compreensão integral das cadeias produtivas animais, desenvolvendo capacidades de planejar e gerenciar sistemas de produção animal que respeitem o bem-estar animal, o meio ambiente e a viabilidade econômica, com inovação e ética, a palestrante questionou se as DCNs, 20 anos depois, ainda contemplam o perfil exigido no mercado global diante dos desafios socioambientais, das inovações biotecnológicas, das máquinas inteligentes e do comportamento geracional.
“Desde a regulamentação da profissão em 1968, tivemos muitas mudanças nas áreas de atuação do zootecnista, que existe para promover vida e bem-estar social, este é o papel finalístico da Zootecnia. Precisamos nos unir com as coordenações e com os nossos estudantes em busca de construções de propostas curriculares capazes de melhorar a formação dos zootecnistas, propostas capazes de fazer com que o zootecnista desenvolva competências e habilidades voltadas para a melhoria das condições de vida da sociedade como um todo”, afirmou.
A professora falou sobre a importância de trabalhar as cargas horárias dos cursos e a extensão, do cuidado e da regulamentação da Educação a Distância, e da urgência em fomentar as políticas de permanência estudantil. Abordou a complexidade no desenvolvimento das soft skills com os estudantes, que são as competências atitudinais, as habilidades relacionadas ao comportamento na interação com o outro, na resolução de problemas e no gerenciamento da rotina. “Em 20 anos, a gente saiu de um computador que rodava o Wordstar para a Inteligência Artificial. Temos que refletir sobre que tipos de competências os zootecnistas devem ter hoje. Este desafio neste momento está presente, está posto, o de como desenvolver as competências atitudinais dessa nova geração de jovens na Zootecnia, nesse momento de formação, quando a gente está elaborando o nosso projeto pedagógico de curso”, afirmou.
À tarde, houve uma roda de conversas com zootecnistas, na segunda edição das Prosas Zootécnicas, um momento de diálogo, de participação e representatividade dos zootecnistas, de discussão de pautas relevantes para os profissionais, com objetivo de fortalecer a representação no agronegócio do estado, do país e no Conselho. Nesta edição, o tema central foi a “Representatividade, formação e valorização profissional: caminhos para o fortalecimento da Zootecnia no CRMV/BA”.
Clique aqui e saiba como foi a tarde das II Prosas Zootécnicas no CRMV/BA.
Campanha nacional
No mês de maio, a tradicional campanha nacional do Sistema CFMV/CRMVs ocorreu na TV e nas redes sociais pelo Dia do Zootecnista, este ano, com o tema: “Zootecnista: Referência em Cuidado, Referência em Vida”, que mostrou a atuação e a relevância para nossas vidas do profissional que atua para equilibrar a alta produtividade com práticas éticas e sustentáveis, impactando diretamente a sociedade. Clique aqui e saiba mais sobre a campanha.
Entrevista
Ouça a entrevista concedida pelo presidente da Comissão Estadual de Educação em Zootecnia ao Bom Dia Agro, no Bom Dia Feira, da rádio Princesa FM de Feira de Santana, sobre o encerramento do Mês do Zootecnista no CRMV/BA.
Nova lei sancionada pelo presidente Lula fortalece a proteção da sociedade, dos animais e da atuação profissional
O exercício ilegal da Medicina Veterinária passou a ser tipificado como crime no Brasil. A medida foi oficializada com a sanção da Lei nº 15.425/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8), que altera o Código Penal para incluir expressamente a Medicina Veterinária entre as profissões protegidas pela legislação criminal.
A nova norma estabelece pena de detenção de seis meses a dois anos para quem exercer a profissão de médico-veterinário sem autorização legal ou excedendo os limites da habilitação profissional. A lei também prevê responsabilização adicional nos casos em que a prática ilegal resulte em lesões graves ou morte de pessoas, bem como em lesão ou morte de animais.
A sanção representa uma conquista histórica para a Medicina Veterinária brasileira e um importante avanço na proteção da saúde pública, do bem-estar animal, do meio ambiente, da saúde e da sociedade.
“A sanção desta lei corrige uma lacuna histórica da legislação brasileira e reconhece a relevância da Medicina Veterinária para a proteção da vida. Não estamos falando apenas da defesa da profissão, mas da segurança da população, da saúde dos animais e da prevenção de riscos que podem afetar toda a sociedade. Quem exerce ilegalmente a Medicina Veterinária coloca vidas em perigo e agora responderá criminalmente por isso”, destaca a presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida.
A inclusão da Medicina Veterinária no artigo 282 do Código Penal equipara a profissão às demais áreas da saúde já contempladas pelo dispositivo, como Medicina, Odontologia e Farmácia. A medida também alcança profissionais que atuem durante períodos de suspensão ou após o cancelamento do registro profissional.
A aprovação da proposta é resultado de uma ampla mobilização institucional realizada pelo Sistema CFMV/CRMVs no Congresso Nacional, com articulação técnica e política em defesa da valorização profissional e da proteção da sociedade contra práticas irregulares.
A Medicina Veterinária desempenha papel estratégico na Saúde Única, conceito que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental. A atuação do médico-veterinário está presente em áreas como assistência clínica, inspeção e tecnologia de alimentos de origem animal, vigilâncias sanitária e epidemiológica, defesa agropecuária, produção animal, controle de zoonoses, pesquisa e bem-estar animal.
Com a entrada em vigor da nova legislação, o Brasil passa a contar com instrumentos mais robustos para combater o exercício ilegal da profissão e responsabilizar aqueles que colocam em risco a saúde e a vida de pessoas e animais.
Na noite de 02/06, alunos do nono semestre do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Anísio Teixeira (Unifat), receberam a visita do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA).
Atendendo convite do coordenador do curso, médico-veterinário Márcio Reis, o presidente do Regional baiano, Lúcio Leopoldo fez uma palestra focada em Medicina Veterinária Legal.
“É sempre muito importante essa presença do Conselho junto às instituições de ensino em todo estado da Bahia […]. Foi bem diverso, muitos questionamentos formulados pelos estudantes, diversos pontos, diversas matérias importantes para eles. Temos, portanto, uma avaliação positiva a essa nossa presença. […] O Conselho cumpre seu papel de estar próximo das instituições de ensino, buscando, mais do que nunca, a questão relacionada à qualificação profissional. São os futuros profissionais que, em pouco tempo, devem estar no exercício da profissão e portanto, é sempre desejável que estejam preparados e capacitados para o exercício profissional da Medicina Veterinária”, detalhou Lúcio Leopoldo.
O encontro atraiu cerca de 50 alunos e durou quase duas horas.
A atividade integra a disciplina Deontologia e bem estar animal, voltada para a formação ética, técnica e humanística dos futuros profissionais, e é ministrada pela médica-veterinária, professora Mirza Cordeiro
Após o evento, os alunos fizeram ponderações sobre o conteúdo entregue: “a palestra foi maravilhosa, inclusive ele poderia nos dar uma palestra sobre oratória. A dele é perfeita, diga-se de passagem”, afirmou a aluna Jaine Queiroz ao compartilhar suas impressões.
Dia 29 de maio foi o fim do prazo para a entrega da Declaração de Imposto de Renda. Para moradores do bairro de Tancredo Neves (antigo Beiru), que se reúnem na comunidade da Paróquia Espírito Santo, o período que antecedeu o prazo final foram dias de receber orientação especializada.
Colaboradores e ex-colaboradora do Setor Contábil (SECONT/BA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV/BA) estiveram no local nos dias 25 e 27 de maio de 2026, realizando a Campanha do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, com o objetivo de orientar e auxiliar pessoas da comunidade, do bairro e da região em questões relacionadas à regularização fiscal.
A ação foi idealizada pela contadora da Autarquia, Paula Bárbara Marques, que presta o serviço solidário pelo segundo ano. Nesta edição ela obteve o apoio de sua equipe do Regional, os profissionais contábeis João Luiz Lopes dos Santos, Vitória Maria Regina Santana dos Santos e teve colaboração da ex-colega Ana Marta de Jesus Guimarães.
Foram oferecidos serviços como atendimentos presenciais e virtuais para verificar a obrigatoriedade de entrega da declaração do IRPF, consulta de possíveis pendências no CPF, conferência de documentação, orientação sobre a regularização da conta Gov.br e auxílio na obtenção de comprovação de renda oficial por meio da declaração, resultando em mais de 70 pessoas beneficiadas e 30 envios de DIRPFs.
Além de ajudar quem tinha dúvidas, a equipe estimulou a doação de alimentos não perecíveis para distribuição posterior, contribuindo para apoiar pessoas em situação de necessidade.
ESG
Ao apresentar o projeto deste ano ao CRMV/BA, a contadora teve apoio imediato da direção. O tesoureiro Rui Leal, após analisar o andamento do setor e o benefício revertido à sociedade avaliou como necessário o envolvimento do Regional: “não basta falar em ESG, temos que participar de situações que promovam a governança, protejam o meio ambiente e neste caso, tenham ressonância social”, acredita o diretor da entidade.
Ressaltando a participação da própria comunidade e do líder religioso do local prestando apoio em todos os momentos, Paula Bárbara explica que “a campanha reforça a importância da orientação contábil como instrumento de cidadania, regularidade fiscal, solidariedade e transformação social”.
A sigla em inglês ESG (Environmental, Social, and Governance) traduz os compromissos que as organizações possuem com o meio ambiente, a Sociedade e a Governança, este último representa o modo que a empresa escolhe como se comportar estrategicamente para alcançar metas.
Foi inaugurado na manhã de hoje (02/06/2026), o décimo Centro de Capacitação Regional do Sistema Faeb/Senar, localizado na cidade de Inhambupe, perto da divisa com o estado de Sergipe.
Participaram da solenidade o presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda; o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia, Lúcio Leopoldo; o superintendente do Senar Bahia, Franklin Santos; o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Inhambupe, Antônio Leal; o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz; o diretor técnico do Sebrae, André Gustavo; e a presidente da Comissão de Fruticultura da CNA, Mari Anna Batista.
“Foi muito vibrante, muito importante, um centro que mais uma vez traz a mão do Doutor Humberto Miranda: um centro apropriado, bem equipado, estruturado para promover essa capacitação do homem do campo. Tudo isso em vista de uma melhor prestação de serviços , oportunidades de emprego, de trabalho e de remuneração, isso é importante, inclusive na manutenção do homem no campo. O campo mais vez denota a importância para o estado da Bahia no universo agropecuário e isso diz respeito à Medicina Veterinária e à Zootecnia”, refletiu Lúcio Leopoldo.
Criado para oferecer cursos de formação profissional rural, com destaque para a Fruticultura, o Centro de Capacitação Regional Dr. Antônio Leal, é voltado para qualificação na área de citros e o funcionamento será em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato dos Produtores Rurais do município, criado em 1976.
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