Com o objetivo de construir uma política unificada de comunicação para o Sistema CFMV / CRMVs 32 assessores de 20 estados mais o Distrito Federal participaram do IV Encontro de Assessores de Comunicação do Sistema CFMV/CRMVs, realizado entre os dias 17 e 19 de novembro em Salvador.
O evento foi aberto oficialmente pelo presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia, Altair Santana de Oliveira e pela vice-presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Ana Elisa Almeida. Também estiveram na abertura, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul, Rodrigo Piva e Igor Andrade, do Núcleo de Apoio aos Regionais do CFMV.
Além de atualizar conhecimentos e práticas, os profissionais trabalharam em dinâmicas com troca de informações, coordenadas pela diretora de Comunicação, Marketing e Planejamento do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Laura Gabriela Snitovsky e puderam diagnosticaram pontos a serem fortalecidos e potencialidades a serem exploradas no âmbito da comunicação do Sistema.
A unificação das marcas e identidade visual dos Conselhos e a otimização dos serviços prestados pelos profissionais, como relação com imprensa e gestão de mídias sociais e o desenvolvimento de estratégias conjuntas das assessorias também foram discutidas no encontro.
Membro da Comissão Regional de Animais Selvagens e Meio Ambiente (CRASMA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia, o médico-veterinário Paulo Baiano é um estudioso da medicina de animais selvagens, especialmente a herpetologia. Além disso, é um homem de porte imponente e simpatia que puxa as pessoas para sua companhia.
Baiano de nome e de nascimento, esse itabunense foi criado em Ilhéus, sul do estado. Conta que desde cedo “tinha afinidade com ciências relacionadas à vida”. Na adolescência, anos 2000, prestou vestibular para Nutrição, Biologia e Medicina Veterinária. Conta que não confiava que iria ser aprovado, pois não se considerava um estudante de boas notas.
Passou na primeira fase da Universidade Federal da Bahia (UFBA) para Medicina Veterinária ficando na 53º posição em 110 vagas, se considerou aprovado e parou de estudar. No entanto, não foi aprovado na segunda etapa. Isso serviu para clarear sua vocação e no ano seguinte, focado nos objetivos acadêmicos, se inscreveu apenas em Medicina Veterinária da UFBA, conseguindo ingressar no curso desejado.
Entrando na faculdade, além do mundo de conhecimentos em anatomia, virologia e outros campos científicos, Paulo se dedicou a outra vocação: estar com gente. Logo no primeiro semestre entrou para o Centro Acadêmico Fúlvio Alice, o Cafa.
Enquanto fazia política estudantil, ele se candidatava e era aceito em estágios acadêmicos. Passou pelo Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) nos anos 2005-2006, Laboratório de Infectologia Veterinária (LIVE) da UFBA entre 2006-2007 e pelo Zoológico de Salvador 2007-2008. Isso sem descuidar das questões sociais, humanas, “holísticas” – como gosta de dizer – sendo a Medicina da Conservação para uma saúde ecológica o seu norte.
Após a graduação, fez mestrado, trabalhou no resgate de fauna, voltou para trabalhar no Zoológico pela terceira vez e, hoje, entre outras atividades, é professor de um curso de pós-graduação na Universidade Católica do Salvador e gestor no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Estado.
Atualmente, no estado, seu nome é imediatamente associado ao estudo e tratamento de répteis e anfíbios, tendo vivência em clínica e manejo de répteis. Isso não significa que outros campos não lhe interessem: “gosto de ‘quebrar a cabeça’ e ir atrás do que desafia. Sou um curioso, tenho uma mente investigativa”, define.
Em sua caminhada no campo das questões sociais, Paulo Baiano se deparou com o Afrovet e hoje faz parte do grupo. Ele denuncia a “diferença de tratamento da pessoa preta e da pessoa que não é preta”. Sobre a época de graduação ele relata que “dentro da escola eu não senti na pele, mas sei que outras pessoas podem ter experiências negativas […] eu construí um campo de força e pode ter ocorrido e eu não notei, não me atingiu. Mas, realmente a gente não via a figura do preto na faculdade, principalmente em cargos de liderança”, rememora.
Hoje, ele sendo um modelo para os mais jovens de profissional bem sucedido, dá conselhos: “trabalhe, estude e viva. O conhecimento nesses três pilares é a verdadeira liberdade”. E acrescenta: “muitas vezes a gente só pensa em estudar e trabalhar… Se descuida como ser humano. Mas nossas viagens, lazer e outros momentos são imprescindíveis para nossa saúde mental e verdadeira liberdade, né?!”
Atento ao mundo que o cerca, analisa como o racismo pode estar presente contando algo que aconteceu com ele, que tem presença na mídia: “uma baiana de acarajé, também preta, que era eu freguês, me viu na televisão e disse que eu não parecia com médico-veterinário, não tinha cara”. Ele hesita em classificar a situação como um caso de racismo, mas elabora: “nunca saberemos se a baiana falaria isso também com uma pessoa branca, com dread e tatuada”.
Para ele, isso reflete que a necessidade de maior representatividade e não só, mas também de protagonismo de outras etnias.
“Lembro que era difícil até mesmo alguém falar que preto era bonito, porque não era do padrão europeu, da televisão”.
Com formação acadêmica sólida, determinação e simpatia, esse baiano parece capaz de alcançar todas as metas as quais se propõe.
Com apenas 21 anos de idade, a estudante paulistana Grazielli Messias fala com voz firme sobre suas experiências na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, a Unesp, em Araçatuba, um dos 21 campi no interior do estado.
Cursando o quarto ano de Medicina Veterinária, tendo nascido e morado na capital, conta que teve um choque ao se mudar para o interior. Segundo sua definição, caiu em “um mundo branco e heteronormativo, de hábitos cristalizados”.
De mãe cozinheira e pai porteiro, na família, apenas um dos tios havia concluído uma graduação, em psicologia, e os demais foram tendo acesso ao ensino superior após os anos 2000. Ela nota que nas escolas públicas onde cursou o fundamental e o ensino médio, o panorama étnico era muito mais diverso. Na turma atual, em 60 alunos, apenas seis são afrodescendentes.
A paixão por Medicina Veterinária é antiga: muito pequena ela afirmava que queria ser “médica de bicho”, revela entre sorrisos.
Grazi, antes de chegar na Unesp em 2018, havia começado a estudar em uma faculdade privada com bolsa 100% Prouni e mensalidade de mais de três mil reais, e considera que embora a atual faculdade seja pública, ainda acha o curso elitizado devido à concorrência.
Para realizar o sonho de estudar em uma faculdade pública, ela abandonou o posto de jovem aprendiz na Natura, empresa de cosméticos.
Cabelo ‘bom’
Perceber os sinais de racismo, conta a estudante, é um exercício feito em casa “meu pai e avô falavam em negritude, sem embasamentos teóricos, mas com conhecimento da vivência”.
O suporte intelectual-acadêmico ocorreu após o ingresso na faculdade, ao conhecer um estudante de Ciências Sociais na USP, “pessoa engajada na luta pela igualdade”, define.
Na vivência acadêmica, ela afirma que o racismo é estrutural, pois não dá condições da pessoa negra e pobre permanecer adequadamente no ensino superior. No caso de sua escola, a maioria dos alunos possui carro, mas quem mora nos alojamentos pedala 40 minutos até o campus debaixo de um sol escaldante, pois não há transporte. “É por isso que questiono a eficácia do programa de permanência. Não adianta colocar o aluno na faculdade e não dar condições para que ele estude”, reclama.
Além disso, conta que nota “olhares e até mesmo ações” que denotam desapreço étnico. Ele relata que já chegou a ter professor apontando para estudantes com cabelos étnicos e dizendo que lamenta que Deus não abençoou todo mundo com “cabelo bom”. Também relata que já testemunhou professores usando os estudantes negros para exemplos fortemente racistas, em sua visão. Como solução, defende medidas mais duras para punir o comportamento criminoso.
“Sou uma mulher preta atingida pelo racismo”, dispara. “Um dia estava no estágio, de jaleco e estetoscópio e a tutora perguntou ‘por que a moça da limpeza vai participar da consulta?’”. Ela também relata que tem tutor que puxa o animal da mão do médico-veterinário, devido ao preconceito racial, mas “a gente não pode deixar passar, senão as coisas não mudam”.
Em meio a tantos desafios, se engana em quem pensa em uma pessoa triste. Cheia de planos, Graziela elabora os próximos passos: “Vejo o futuro profissional na indústria farmacêutica, entrando como trainee e crescendo na empresa”. E não duvide do poder dessa menina que mira longe e luta para alcançar suas metas.
No dia 02 de dezembro de 2020, o médico-veterinário Raffael de Oliveira (@raffammv) viveu uma das experiências mais surreais da vida. Acostumado ao trato social com seres humanos por ter trabalhado como técnico de enfermagem, ele recebeu o tutor de um husky siberano que desejava castrar o animal.
Para surpresa dele e da dona da clínica veterinária, Marcelle Hazonani, o tutor, que disse ser advogado, recusou o atendimento do Dr. Raffael e não quis assinar o termo de autorização de cirurgia, usando vocabulário racista. O médico-veterinário é negro.
Tudo ocorreu no interior do Rio de Janeiro, em Cidade Nova, no município de Iguaba.
Natural de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ele é graduado pela UNIFESO, em 2019. Conta que o “ingresso e manutenção no curso foi um caminho árduo, porque precisei conciliar os plantões na enfermagem e as atividades na universidade, foi bem difícil, mas com apoio da família e de amigos, eu venci”.
“Minha turma era um reflexo claro do que chamamos de racismo estrutural no Brasil. Digo isso porque num contexto de 110 alunos que iniciaram o curso, eu era um dos poucos alunos negros. Desse grande grupo, apenas 57 permaneceram e concluíram o curso. Apesar desse contraste, tive a oportunidade de participar de uma turma muito acolhedora e amiga”, relatou em uma postagem em rede social logo após o ocorrido.
O caso está sob investigação policial, após ele ter registrado queixa pelo crime de injúria racial contra o agressor. O Regional onde ele está inscrito (CRMV-RJ) e a dona do estabelecimento foram solidários desde o primeiro momento.
Uma série de reportagens e materiais gráficos publicados pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária da Bahia e do Paraná expõe esse caso, conta outros semelhantes e relata a reação de profissionais afrodescendentes que estão se organizando para lutar contra o racismo.
Conversamos longamente com Raffael de Oliveira em fevereiro de 2021. Em tom tranquilo e amigável, ele relatou seus esforços como estudante, as dificuldades e alegrias como médico-veterinário e contou sobre os projetos para o futuro. Conheça essa pessoa cativante:
1- Logo após esse episódio, o senhor participou de uma live em dezembro, na qual falou de sua tristeza sobre o episódio, sobre o abalo psicológico sofrido. Hoje como está?
Como eu relatei sobre o fato de ter sofrido abalo psicológico (…) hoje graças a Deus, com apoio de minha família, isso é sempre muito importante, desde sempre eu sempre tive uma boa base familiar, isso para mim foi superimportante, fundamental em todo esse processo. Fui abraçado por todos da minha família, além de amigos e pessoas que até sem me conhecer vieram dando todo apoio, toda atenção ao caso e toda ajuda.
2- Ocorreu algum progresso no âmbito da Justiça depois de ter levado ao conhecimento da Polícia?
Eu entrei com um boletim de ocorrência na primeira vez, na delegacia, ai entrei com Recurso on-line pelo fato da pandemia. Então o que ocorreu: esse recurso acabou não sendo computado perfeitamente e eu fui contatado até pela Globo News para que eu pudesse dar uma entrevista sobre esse fato, só que quando eu fui olhar o boletim de ocorrência, havia prescrito porque não havia dado continuidade.
Então eu entrei novamente com outro Boletim de Ocorrência e agora estou realmente aguardando o fato: o agente da Polícia Civil que ficou encarregado de colher o meu depoimento, colher o depoimento novamente da proprietária da clínica, ficou agora de procurar o senhor, que vai ser chamado como depoente para a gente poder dar prosseguimento. Estou aguardando os trâmites jurídicos.
3- O senhor disse que sempre foi acolhido pelos colegas de faculdade e profissão. Esse apoio foi presente no episódio?
Houve todo apoio da classe de profissão, a classe de amigos, foram maravilhosos comigo, sempre muito presentes comigo. Algumas pessoas que eu tenho contato já há bastante tempo, professores que eu nem imaginava, todo mundo me contatando, fui bem acolhido e me senti bem abraçado pela classe e pelo nosso Conselho [CRMV-RJ].
4- O caso ficou conhecido nacionalmente devido à atuação do Afrovet. O senhor já conhecia esse grupo?
Eu conheci através de uma amiga minha, ela já conhecia o trabalho da Afrovet através de uma amiga da faculdade. Ela foi falando, me apresentou, divulgando meus trabalhos para a Afrovet. A Janaína Melo, por ser clara e também médica, pais médicos, foi sempre uma ‘parceirona’ de faculdade e ela quem veio me apresentando, uma mente muito aberta, uma pessoa muito magnífica, além de super estudada. Ela quem introduziu a Afrovet em minha vida.
5- Na região serrana do Rio de Janeiro, segundo os comentários postados durante a live, o senhor é um conhecido “gateiro”. Como é ser formado há cerca de um ano e já desfrutar desse prestígio junto aos tutores?
Eu vim da área de saúde humana, eu sou técnico em enfermagem já há bastante tempo. Através dos cuidados da saúde com o ser humano eu consegui ter minha estabilidade pessoal para poder estar galgando a minha formação profissional, a minha faculdade, minha graduação.
Esse cuidado já vem junto com essa confiança que os tutores agora dos pets, já vem comigo também da própria confiança que eles depositaram como seres humanos comigo. Para eles, deixar um animal comigo, seja um felino, que é um ser, como todos os animais, tem muito daquele entendimento, estudos diários… Eles [os tutores] têm muito da credibilidade maior. Isso nos motiva muito e faz a gente estar estudando mais a cada dia, isso que nos move.
6- Sua orientação sempre foi para clínica de pequenos ou desejou/deseja experimentar outro nicho?
Clínica de pequenos, nem sempre. Eu sempre fui muito amplo no conhecimento. Sempre fui voltado para a área de produção, agora estou em um projeto de aquicultura em uma comunidade do Rio de Janeiro, o Complexo do Turano. Isso é uma coisa que me move muito também.
O benefício que você traz para a pessoa do conhecimento de poder produzir o seu próprio alimento em um pequeno espaço, seja com frango ou com peixe, que também é uma área que eu adoro, seja com compostagem. A nossa área é magnifica, ela pode nos colocar em vários campos.
7- A partir de sua experiência pessoal, do apoio que teve da clinica, o que o senhor pode dizer a algum profissional que sofra ataque semelhante?
Eu realmente fui muito acolhido pela proprietária da clínica, então eu peço aos profissionais de qualquer área de sempre fazer o seu trabalho correto, fazer o trabalho de uma forma profissional, da forma mais idônea possível e sempre respaldado.
A partir do momento que nós trabalhamos de uma forma super-profissional e sempre idônea, a gente acaba não deixando margem para que possam ser comentados nossas falhas ou erros.
Mesmo que isso possa acontecer, mas a gente procurar sempre estar respaldado e sempre procurando fazer o melhor e com humildade sempre.
Procurar fazer o melhor, sempre correto, é muito importante.
Estudar o tempo todo e adquirir conhecimento: isso traz todo respaldo e toda segurança na hora de nosso atendimento, ainda mais em nossa área que está em plena transformação, é aprendizagem todo dia e a gente não pode ficar para trás.
8- E na sua visão, o que pode ser feito para diminuir/eliminar as desigualdades étnicas na Medicina Veterinária?
A gente está batalhando cada vez mais no estudo, está conscientizando cada vez mais nossa sociedade, nosso meio, quanto é importante o estudo, quanto é importante o preparo, uma boa alimentação, um bom lar, uma boa estrutura, que isso é fundamental para um futuro mais próspero, um futuro melhor para todos nós.
9- E quais os seus planos para o futuro?
Eu tenho vários projetos! Estou caminhando na parte da cirurgia, sabe? Mas sou apaixonado pela área da reprodução. E no meu projeto que comentei antes, na comunidade do Rio de Janeiro, é o projeto modelo nós iremos criar em consórcio com tilápia do Nilo, bagre africano, em dois tanques, ai fazendo compostagem, além de implementar uma horta comunitária. E no futuro vou trabalhar com criação de galinhas poedeiras. A agricultura familiar hoje em dia, ajuda a matar muita fome e é uma parte da economia de nosso país. Isso é um dos nossos projetos e tem muitos mais!
Termina dia 23 de novembro o prazo para os profissionais justificarem a ausência na eleição CRMV-BA que definiu a diretoria para o triênio 2023-2025. As justificativas devem ser encaminhadas ao CRMV-BA, via requerimento, que deve ser protocolado presencialmente na sede do CRMV-BA, na Rua Professor Aristides Novis, nº 21/23, CEP 40210-630, Federação, Salvador-BA.
A justificativa também pode ser encaminhada pelos Correios, para a sede do CRMV-BA, ou para o e-mail eleicao2021@crmvba.org.br.
Ressaltamos que a Resolução CFMV nº 1298/2019, no §3º estabelece as ocorrências que justificam a ausência de voto:
I – morte em família até segundo grau de parentesco, no interregno de sete dias anteriores a contar da eleição, inclusive;
II – emergência médica afetando o profissional, cônjuge, pais ou filhos, tais como partos, cirurgias ou doenças que impliquem em internações ou cuidados médicos intensivos;
III – privação de liberdade;
IV – sinistro natural ou sanitário, na área de jurisdição do CRMV ou de residência do profissional;
V – convocação judicial para data coincidente com todo o horário destinado à votação;
VI – viagem para fora do domicílio do profissional, convocada após prazo hábil para envio do voto por correspondência, desde que o deslocamento se inicie ou finalize em horário incompatível para o exercício do voto;
VII – acidente afetando o profissional, cônjuge, pais ou filhos, com gravidade tal que comprometa o seu comparecimento ao pleito;
VIII – atividade profissional que impeça o eleitor de se afastar do local de trabalho e, para os casos de voto online, desde que haja prova de impossibilidade de acesso à rede mundial de computadores.
Médicos-veterinários e zootecnistas baianos elegeram, na segunda-feira (8), a nova diretoria do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA). A composição reúne a diretoria executiva e os conselheiros efetivos e suplentes para o triênio 2022-2025.
Os profissionais reelegeram o médico-veterinário Altair Santana de Oliveira à presidência da Autarquia com 55% dos votos.
“Estar à frente do Conselho é uma honra e, também, uma tarefa de grande responsabilidade. Nossa equipe está motivada e decidida a trabalhar firme para encarar a missão e dar continuidade ao brilhante trabalho realizado pela atual gestão, mas imprimindo um jeito próprio, fazendo da próxima legislatura não apenas uma continuidade de tudo o que já foi feito, mas também, queremos fazer da próxima legislatura um novo tempo”, pontua o presidente reeleito.
O dirigente destaca ainda a renovação de grande parte da administração com a substituição de diretores e conselheiros com participação em duas gestões e aponta as principais bandeiras para o segundo mandato. “Por força da legislação, precisamos fazer uma mudança na composição, seguimos dedicados a trabalhar em prol da proteção à sociedade, na fiscalização do exercício profissional e nas lutas pelo fortalecimento da Medicina Veterinária e da Zootecnia, bem como na busca por avanços importantes para nossas profissões”, aponta.
Além de Altair Santana, a Diretoria Executiva tem ainda os médicos-veterinários Rebeca Dantas Xavier Ribeiro, na vice-presidência, Maria Tereza Vargas Leal Mascarenhas na secretaria-geral, e Rui Ferreira Leal na tesouraria.
A posse da Diretoria eleita acontece em fevereiro de 2022.
Conheça a Diretoria eleita:
Diretoria Executiva
Altair Santana de Oliveira (CRMVBA 1232) – Presidente
Rebeca Dantas Xavier Ribeiro (CRMVBA 3722) – Vice-Presidente
Maria Tereza V. L. Mascarenhas (CRMVBA 1678) – Secretária Geral
Rui Ferreira Leal (CRMVBA 0970) – Tesoureiro
Conselheiros Efetivos
José Esler de Freitas Junior (CRMVBA 0441ZP)
Rodrigo Freitas Bittencourt (CRMVBA 2496)
Ricardo Diniz Guerra e Silva (CRMVBA 2047)
Willadesmon Santos da Silva (CRMVBA 1848)
Antônio de Lisboa Ribeiro Filho (CRMVBA 1927)
José Roberto Pinho de Andrade Lima (CRMVBA 1653)
1 – O voto é obrigatório?
Sim, sendo eleitores os médicos-veterinários e zootecnistas possuidores de inscrição principal (VP) no CRMV-BA, que estejam em dia com o financeiro e não estejam impedidos por decisões administrativas ou judiciais, conforme previsto no artigo 14, §1167 da Lei Federal nº 5.517/1968. O voto é facultativo somente para aqueles que possuírem 70 anos ou mais, consoante previsão do §7º do artigo 14 da Resolução CFMV nº 1298/2019.
3 – Como votar por correspondência?
A modalidade estará disponível apenas para os eleitores que solicitaram o kit eleitoral até o dia 09/09/2021, de acordo com o § 2º do artigo 29 da Resolução CFMV nº 1298/2019. O kit será enviado ao endereço informado pelo profissional no momento da opção do voto por correspondência, conforme § 1º do artigo 29 da Resolução CFMV nº 1298/2019. Conselho. Caso não receba até o dia 15/10/2021 fazer contato com o a Comissão Regional Eleitoral pelo e-mail eleicao2021@crmvba.org.br.
Os passos para votação são:
1. Preencha, assine e reconheça a firma em cartório do documento de encaminhamento à Presidente da Comissão Eleitoral Regional;
2. Na cédula única, indique o seu voto assinalando apenas o quadrilátero correspondente à chapa;
3. Coloque a cédula única preenchida no interior do envelope verde (aquele sem nenhuma identificação);
4. Lacre o envelope verde (aquele sem nenhuma identificação);
5. Coloque o envelope verde lacrado e o documento de encaminhamento devidamente assinado (com firma reconhecida) no envelope pardo (aquele com identificação da caixa postal);
6. Lacre o envelope pardo (aquele com identificação da caixa postal);
7. Por fim encaminhe o envelope pardo, individualmente, por carta registrada, pelos CORREIOS, para a caixa postal criada exclusivamente para esse fim, já impressa no envelope, devendo realizar a postagem no mínimo, até 10 (dez) dias antes da realização de cada turno, conforme § 6º do artigo 29 da Resolução CFMV nº 1298/2019.
4 – Qual o prazo para receber o kit eleitoral para o voto por correspondência?
O kit eleitoral será enviado pelo CRMV-BA no dia 01/10/2021. Se em até 15 dias após essa data a correspondência não for entregue no seu endereço, entre em contato com a Comissão Regional Eleitoral por meio do e-mail eleicao2021@crmvba.org.br.
5 – Até quando posso postar meu voto por correspondência?
O §6º do artigo 29 da resolução CFMV 1298/2019 estabelece que o voto por correspondência deve ser postado pelo profissional, no mínimo, até 10 (dez) dias antes da realização de cada turno.
6 – Como votar on-line?
Todas as orientações com telas ilustrativas para troca de senha e realizar voto constam do manual com 6 (seis) páginas disponível para download aqui.
7 – Qual o prazo para receber a senha para o voto on-line?
As senhas serão enviadas por e-mail até o dia 01/11/2021, devendo neste período, ser verificada caixa de spam, caso não tenha recebido.
9 – Tenho débitos no Conselho. Como faço para votar?
Para o voto online a regularização deverá acontecer no máximo até o dia 19/10/2021, conforme previsão constante do edital de abertura da eleição. Nas demais modalidades a regularização poderá ser feita até o dia da realização da eleição, conforme §3º do artigo 14 da Resolução CFMV 1298/2019.
10 – Como atualizar meus dados cadastrais?
Para atualizar o cadastro, envie um e-mail para cadastro_pf@crmvba.org.br solicitando a alteração. Informe seu endereço, e-mail e telefones atualizados. Informe também os dados de sua filiação (nome do pai e da mãe) e sua data de nascimento e solicite a conferência desses dados. É importante que todas essas informações estejam corretas e atualizadas, pois serão dados necessários à validação ou reenvio de senha.
11 – Sou isento de anuidade. Preciso votar?
Se você for um profissional atuante, mesmo que já tenha sido isentado da anuidade, o voto é obrigatório, exceto se possuir 70 anos ou mais.
12 – Não consegui votar e preciso justificar. Como faço?
Você deve encaminhar ao CRMV-BA um requerimento com a sua justificativa e protocolar na sede do CRMV-BA, na Rua Professor Aristides Novis, nº 21/23, Federação, Salvador-BA, enviar pelos correios ou para o e-mail eleicao2021@crmvba.org.br , até no máximo 10 dias úteis após a realização da eleição, conforme artigo 63 da Resolução CFMV nº 1298/2019.
É importante destacar que a Resolução CFMV nº 1298/2019, no §3º estabelece o rol de ocorrências que justificam a ausência de voto:
I – morte em família até segundo grau de parentesco, no interregno de sete dias anteriores a contar da eleição, inclusive;
II – emergência médica afetando o profissional, cônjuge, pais ou filhos, tais como partos, cirurgias ou doenças que impliquem em internações ou cuidados médicos intensivos;
III – privação de liberdade;
IV – sinistro natural ou sanitário, na área de jurisdição do CRMV ou de residência do profissional;
V – convocação judicial para data coincidente com todo o horário destinado à votação;
VI – viagem para fora do domicílio do profissional, convocada após prazo hábil para envio do voto por correspondência, desde que o deslocamento se inicie ou finalize em horário incompatível para o exercício do voto;
VII – acidente afetando o profissional, cônjuge, pais ou filhos, com gravidade tal que comprometa o seu comparecimento ao pleito;
VIII – atividade profissional que impeça o eleitor de se afastar do local de trabalho e, para os casos de voto online, desde que haja prova de impossibilidade de acesso à rede mundial de computadores.
13 – Estou fora da cidade e/ou país da votação. Posso justificar o meu voto?
Não. O voto é obrigatório para todos os profissionais médicos-veterinários e zootecnistas possuidores de inscrição principal (VP) no CRMV-BA, que estejam em dia com o financeiro e não estejam impedidos por decisões administrativas ou judiciais e as justificativas permitidas são apenas as constantes na resolução CFMV nº 1298/2019, listada no item 12. Nesse caso, o profissional poderá votar pela modalidade eletrônica (pelo site https://brceleicoes.brctotal.com/crmvba/eleicoes/EscolherEleicao.aspx) ou por correspondência, caso tenha solicitado até o dia 09/09/2021.
Se for optante pelo voto por correspondência e não tiver condições de postar o voto em tempo hábil, deverá comunicar a desistência à Comissão Regional Eleitoral até o dia 19/10/2021 e solicitar a votação no modo on-line.
13 – Qual é o prazo para enviar a justificativa?
O prazo é de 10 (dez) dias úteis após a realização da eleição, conforme artigo 63 da Resolução CFMV nº 1298/2019.
14 – Não votei e não justifiquei. O que acontece?
De acordo com o artigo 62 da Resolução CFMV Nº 1298/2019 será aplicada multa de R$ 26,30, correspondente a 5% do valor da anuidade do exercício 2021.
Levantamento inédito e pioneiro no Brasil, realizado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA), mostra que 32% dos médicos-veterinários atuantes no estado e que responderam à pesquisa tiveram covid-19. O número é quatro vezes superior à prevalência registrada na população geral da Bahia, no mesmo período, que é de 8,1%, segundo o sistema do Ministério da Saúde que monitora os casos da doença no país. A maioria dos casos ocorreu no primeiro semestre de 2021 nas formas moderada e severa e 48,3% dos profissionais acometidos pela doença tiveram de se afastar do trabalho por mais de 15 dias. Destes, 10% tiveram sequelas graves.
“O recorte apresentado no levantamento mostra o alto risco de exposição a que estão submetidos os médicos-veterinários e o quanto esses profissionais essenciais precisam ser assistidos pelo sistema de saúde e incluídos nas políticas públicas voltadas aos profissionais da área da saúde”, destaca o médico-veterinário José Roberto Pinho de Andrade Lima, coordenador do estudo.
Reconhecido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) como profissional da saúde desde 1998 o médico-veterinário atua em diversas frentes, e está inserido em atividades que vão desde a clínica e cirurgia de animais de companhia, visitas regulares a diversas propriedades rurais ou atendendo urgências e emergências, situações de exposição aos tutores de animais portadores da covid-19. Outras atribuições que não pararam durante toda a pandemia foram, a fiscalização de frigoríficos e indústrias de produtos de origem animal, o controle de zoonoses e a vigilância epidemiológica e sanitária.
O Ministério da Saúde também reconheceu a essencialidade dos profissionais veterinários, quando os convocou para a linha de frente do combate à covid-19, com a Portaria nº 639, de 31 de março de 2020, que dispõe sobre a Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde para o enfrentamento à pandemia. Por meio do Ofício nº 8/2021/DEIDT/SVS/MS, reafirmou que o médico-veterinário é profissional incluído na lista de profissionais da saúde com prioridade na campanha de vacinação.
Mesmo com todas as prerrogativas e reconhecimentos, os médicos-veterinários foram excluídos da campanha de vacinação contra o coronavírus por diversos estados do país, entre eles a Bahia.
A capital, Salvador, só iniciou a imunização dos médicos-veterinários após decisão judicial em maio de 2021, enquanto os demais profissionais da saúde estavam sendo imunizados desde janeiro.
O resultado dessa exclusão revela o estudo, é que, até o mês de agosto, 10% dos médicos-veterinários ainda não haviam tido acesso à vacina, enquanto outros 24% registram a perda de algum familiar por covid-19.
*Renda do médico-veterinário é diretamente comprometida*
Embora 70% dos profissionais pesquisados tenham mantido as atividades presenciais durante as fases mais críticas da pandemia, e 86% desses profissionais tenham tido alta exposição à doença, o estudo revela uma disparidade na relação trabalho x renda. Enquanto 41% dos entrevistados tiveram a carga de trabalho aumentada no período, 34,3% viram a renda despencar no mesmo período.
Para o coordenador do estudo, “os números mostram que embora tenhamos um mercado aquecido, com profissionais muito dedicados e qualificados, temos ainda uma grande desvalorização do profissional médico-veterinário pelos agentes empregadores e clientes de um modo geral e este é outro fato que precisamos reverter”, pontua.
Os resultados do estudo reforçam a importância do planejamento e treinamento antecipado para enfrentar situações de crise sanitária, corrobora a necessidade de os médicos-veterinários adotarem medidas de biossegurança na sua rotina profissional, serem vacinados no primeiro momento da imunização e os autônomos e empreendedores serem atendidos por políticas públicas de compensação financeira no momento mais agudo da crise.
Realizado entre os meses de julho e agosto de 2021, o levantamento sobre o impacto da covid-19 na classe veterinária da Bahia, ainda apontou que o maior percentual de médicos-veterinários do estado está em Salvador e Feira de Santana, com atuação na clínica e cirurgia de pequenos animais. Durante o período da pesquisa, cinco mortes de médicos-veterinários foram registradas pelo CRMV-BA, sendo três na capital e duas no interior do estado.
Dezessete estabelecimentos veterinários de Lauro de Freitas foram fiscalizados na primeira semana da “Operação Bons Tratos”, realizada em ação conjunta do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA) e do Procon de Lauro de Freitas.
As equipes visitaram espaços em Vilas do Atlântico e Estrada do Coco e autuaram 12 estabelecimentos por uso de medicamentos vencidos e impróprios ao consumo.
Dois hospitais e três clínicas foram autuados por ausência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um consultório foi autuado por funcionar sem o registro no CRMV-BA, duas clínicas autuadas por irregularidades no certificado de funcionamento e outras duas por inadequação a resolução 1275/2019, do Conselho Federal de Medicina Veterinária que conceitua e estabelece condições para o funcionamento de estabelecimentos médico-veterinários de atendimento a animais de estimação de pequeno porte.
Iniciada no último dia 13, a “Operação Bons Tratos” tem por objetivo avaliar as condições de consultórios, clínicas, hospitais veterinários e estabelecimentos comerciais instalados nesses estabelecimentos, além de possíveis situações de maus-tratos aos animais e segue até o dia 30 de setembro.
A chapa “Pelo Fortalecimento Profissional e Proteção da Sociedade” tem como candidatos à diretoria executiva os médicos-veterinários Altair Santana de Oliveira, que disputa a reeleição à presidência, Rebeca Dantas Xavier Ribeiro, postulante a vice-presidente, Maria Tereza Vargas Leal Mascarenhas, secretária-geral, e Rui Ferreira Leal para tesoureiro.
A eleição está marcada para o dia 8 de novembro, das 9h às 17h. Além do voto presencial e por correspondência, a eleição terá a modalidade de votação online por meio do site https://brceleicoes.brctotal.com/crmvba/eleicoes/EscolherEleicao.aspx.
“Embora apenas uma chapa tenha se inscrito para disputar a eleição, é importante que todos os profissionais aptos a votar exerçam esse direito. Não podemos esquecer que as atividades inerentes às nossas profissões perpassam pelo Conselho”, aponta aponta Itamar Garrido, presidente da Comissão Eleitoral Regional (CER).
Estão aptos a votar todos os médicos-veterinários e zootecnistas inscritos no Regional baiano, que estejam em dia com as obrigações e não tenham impedimentos administrativos ou judiciais.
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